sexta-feira, 20 de julho de 2007

Virar de página

Anónimo (onde é que nós já lemos isto?) disse...
"…desculpem lá, as e os AsAs,... mas, em Ansião, quando por lá externatei, – e vão muitos – havia várias referências “coltorais” e “gostorais”, que não só o Café Valente!... a exemplo: os amendoins torrados no Franco, lá atrás, no escondidinho do copito de branco...(onde hoje estão a pastelaria e o espaço web); as bolachas waffers do Carlos Antunes, lá atrás também, na tasquita do tintito...; as traseiras do Zé Morgado com as surpresas construídas a castanha pilada demolhada...; a tasquita da Sra. Gracinda logo a seguir, com os jaquinzinhos regados a “escabeche”!... etc...etc... concentrar no CV as caçoadas de várias e diferentes gerações é, pelo menos... reducente...!?
bjeab romã "
Não podíamos estar mais de acordo!!
Todos nos lembramos dos cantos e recantos referidos pelo(a) romã (que raio de nome!!!), e de tantos outros que ainda ficaram por lembrar. É isso que se pretende: sem saudosismos...reviver o passado! Virar de página. "Encerrado para obras"(ihihihhi) o capítulo Café Valente, até porque não queremos ser reducentes, nem redutores, nem redundantes! Vocês daí é que mandam, nós só "gerimos" o espaço.
Abraços da
Comissão Organizadora
(logo há mais, mas agora vamos à janta)
Nota da Administração do blog: para quem visita pela primeira vez este espaço, aconselha-se a leitura atenta do histórico. O TEU nome pode andar por aí, nos mais recônditos comentários...

Assim não vale!!

Anônimo disse...
Ora ainda bem que estes anónimos estão a dar alma ao blog!!!E agora que já sabem quem eu sou, perdeu o interesse esta coisa!!!Ora bolas!!! Como é que conseguiram adivinhar? E eu que estava para enviar a seguir uma mensagem como a dos outros e criar um novo caso de encontro e desencontro!!! Agora já não. Deus me livre!!!Sendo assim tenho que voltar ao meu silêncio!!! Bom blog e que a ideia não morra.Por mim não voltarei porque vocês são terríveis a adivinhar!!!

Ora essa!! Isso é mau perder! Então agora que "a coisa estava a aquecer", desistes só porque adivinhamos quem tu és??? Essa do "por mim não voltarei"cheira-nos um bocado à conversa de "E eu que esperava não voltar a este blog"...mas volta sempre, para alegria de todas nós! Volta, anónimo...estás perdoado!!
Anônimo disse...
Até que enfim que aparece alguém que não é anónimo!! agora sou eu!!!Eu? sim, eu. O anónimo que vocês já sabem quem sou! É verdade que já não vou aí há uns vinte anos! Até nisso acertaram. Bolas!!! E mais não digo senão adivinham em quem estou a pensar!Que paciência a vossa!!! Já agora uma sujestão: Para o próximo almoço de antigos alunos, arrajem uma maquete do colégio feita por um qualquer arquitecto estagiário. Era engraçado e fica barato. Se não conhecerem nenhum, digam!!!!
Boa ideia...só é pena que chegue com...oito, dez anos de atraso??? A maquete existe há vários anos, em esferovite, e esteve exposta durante um dos convívios. Como não tínhamos nessa altura nenhum "arquitecto estagiário" à mão, servimo-nos da paciência e algum jeito da Nídia e lá se arranjou qualquer coisa! . Espera aí, que nós vamos rapidamente ao sótão dela ver se ainda encontramos os restos mortais.
Cá estão eles! "Rais parta" os ratos, roeram-lhe o telhado! Está velha, estragada, esmurrada, mas ainda são bem visíveis os pontos fundamentais. Com muita paciência até se vê a porta da cozinha cá de baixo, onde a Jesulinda, debruçada no muro do terraço costumava ver O Patrício. Vê-se também o pátio das "meninas", a janela da sala mais odiada do Externato ( e mais não dizemos para não ferir o amor-próprio do Salvador!), e até o pátio do poço onde, na manhã do 25 de Abril, ouvimos avidamente as notícias, num velho rádio castanho, a pilhas...Que momentos!!!Já agora, deixa-nos esclarecer: o que nos move, não é "a paciência" mas sim o amor à causa!
Abraços da
Comissão Organizadora
Nota da Administração do blog: para quem visita pela primeira vez este espaço, aconselha-se a leitura atenta do histórico. O TEU nome pode andar por aí, nos mais recônditos comentários...

Cruzes, credo!! Alguém ajude aqui que estou cansada!

Este anónimo parte-se, reparte-se, triparte-se!!!!
"Anônimo disse...
Este poeta anónimo deixa-me comovido!!!Não é que também eu me lembro ainda dessa festa!!Só faltou falar no Eduardo a cantar, enquanto limpava as cadeiras!!!Meu querido café Valente!!!"
( o Eduardo Valente já não canta, a não ser no coração de algumas de nós...aqui fica a saudade!)
"Anônimo disse...
Animosidade minha querida!!! Francamente. Ainda por cima irónica? Claro que todos nós queremos Paz, Coutinhos, Valentes,Silvas, etc...E vamos lá esperar pela inauguração!!! Avisem com tempo.Bem lembrada a cabine do telefone. Mas essa ainda há bem pouco tempo estava no sítio!!! E lembro-me agora do radio no cubículo à entrada que o Sr. Agripino, por sistema, ligava sempre à hora do almoço!!! Ai! Ainda lá está??? "
Quer-nos parecer que este anónimo já não passa por Ansião aí há uns...vinte anos!!A cabine telefónica ainda há bem pouco tempo estava no sítio????? xiiiiiiiiiii!!! Onde é que isso já vai!!!Mas valeu a tentativa e a intenção! Continua, amigo...estás no bom caminho!O rádio desapareceu há muito, mas ainda existe, bem guardadinho, o boneco de cerâmica que estava ao lado, no mesmo cubículo!

Abraços. Por hoje, chega!
A Comissão Organizadora
Nota da Administração do blog: para quem visita pela primeira vez este espaço, aconselha-se a leitura atenta do histórico. O TEU nome pode andar por aí, nos mais recônditos comentários...

Mas é que eu respondo já!!!!!!!!



Ó meu querido amigo anónimo,
Estou pasma de comoção!
Transportas-me à meninice
E falas do Ti João!
Aqui estou e dou a cara
p'ra, num versajar caseiro
te dedicar uns minutos
antes de ir pró travesseiro.

Quando ainda andava ao colo
Dizes tu que fiz um bolo.
Eu era assim tão precoce
Ou isso é léria de tolo?

Essa rosa, dizes tu,
Fui eu buscá-la ao quintal.
Meu amigo, nesse espaço
Nunca vi um roseiral.

Tu gostas do anonimato
Do suspense, do mistério,
Deixa lá que nem por isso
Te temos por menos sério.

Mantém, se queres, a distância,
E esse teu ar matreiro.
Mas cuidado, que o feitiço
vira-se contr'ó feiticeiro!

Todos nós, se o quisermos,
Anónimos aqui seremos:
Reis, romeiros, ou mendigos,
E até heróis supremos!
A mania do mistério
não é privilégio teu:
é que a ideia da rosa
quem a teve nem fui eu!!

Por vontade ou teimosia
Alguns não dizem quem são.
E nós, aqui escondidinhas,
Ou o diremos…ou não.


E agora vou-te contar
Um segredo que é só meu:
Quem eu sou, julgas que sabes
E quem és tu, sei-o eu!
Abraços da
Bela
Nota da Administração do blog: para quem visita pela primeira vez este espaço, aconselha-se a leitura atenta do histórico. O TEU nome pode andar por aí, nos mais recônditos comentários...

E esta, Bela?????

Anónimo disse...
Mas que idéia, Anabela,
mais bonita tu tiveste.
Uma rosa na lapela!
que uma vez já tu me deste!

Eras tu bem pequenina,
idade de andar ao colo,
quando tu, linda menina,
quiseste fazer um bolo.

Depois deste-o a provar
a quem estava p'ró comer.
a rosa, estou-me a lembrar,
ao quintal a foste ter.

E o teu tio, o João,
Poeta de versos lisos,
um lanche fez, pois então,
com teu bolo e muitos risos!

Foi uma festa muito bela
hoje só por mim lembrada.
Uma rosa na lapela!!!
Mas que coisa bem pensada!!!

Nota da Administração do blog: para quem visita pela primeira vez este espaço, aconselha-se a leitura atenta do histórico. O TEU nome pode andar por aí, nos mais recônditos comentários...

Querido Hugo

Hoje o jantar foi carregado de emoções.

Não sabemos se foi do entrecosto, do rosé, da conversa...De uma coisa estamos certas: quando no fim do jantar, por curiosidade, acedemos à internet para "cuscar" o blog, e demos de caras com a mensagem do Hugo, sentimos crescer a emoção inicial.
Diz-se ( hoje estamos em crer que assim é), que uma geração se pode sentir completa quando começa a ter sinais de ter passado para os seus descendentes algumas das suas memórias e valores. Ao ler as palavras do Hugo, não temos dúvidas: CONSEGUIMOS, PESSOAL!E a geração que criámos, não é rasca!
Hugo, Obrigada por te teres juntado a nós, de uma forma tão enternecedora, nesta viagem para "reviver com saudade e ternura o passado"!

Através de ti, e porque a merece, aqui fica a nossa homenagem ao teu avô, o saudoso Alberto Lucas! Esteja onde estiver, que nos perdoe as maroteiras que lhe fizemos ( e foram algumas, "apadrinhadas" pela idade, pela irreverência), mas que guarde também, como nós o fazemos, os muitos momentos de ternura que com ele partilhámos!

Para retribuirmos o teu gesto, e como prova da nossa gratidão, deixamos-te aqui dois desafios:


  1. junta-te a nós nos próximos convívios! Olha que "os cotas" às vezes surpreendem;

  2. continua a visitar o nosso blog, sente-te parte da família, e colabora connosco;

Para terminar, oferecemos-te estas duas "pérolas", que tu tão bem conheces!


Um abraço da Comissão Organizadora, hoje, em especial, da Nídia e da Anabela.






Nota da Administração do blog: para quem visita pela primeira vez este espaço, aconselha-se a leitura atenta do histórico. O TEU nome pode andar por aí, nos mais recônditos comentários...





"Aí vem o avô na bitota!"


Queridos colegas
Não podemos nem queremos esconder a nossa emoção ao olhar para esta fotografia. É ela!!! A "nossa" velha carrinha!
Mas, ainda mais que a imagem, enterneceram-nos as palavras que seguem, e que acompanhavam a imagem.
Para quem não sabe, Hugo Lucas Dias é o filho dos nossos queridos colegas Delfim Ventura Dias e Manuela (mais conhecida por Nelita) Lucas.

"A tão conhecida carrinha (volkswagen a gasolina) do Externato, encontrei-a "estacionada" nos arquivos do meu Avô Alberto (já falecido)...
Dou os meus parabéns à Comissão Organizadora pelos encontros que tem proporcionado, e, recentemente a entrada no mundo da internet através deste magnífico blog, que até a mim me fez reviver com saudade e ternura o passado.
Já não conheci o Externato e muito menos me lembro do meu Avô ao volante desta carrinha!... Mas recordo sim, com muito carinho, a imagem dele ao volante de uma Toyota (que veio substituir mais tarde a velha volkswagen) e que eu esperava ansiosamente gritando "- ai vem o avô na bitota!". Pacientemente, ele parava e aguardava que entrasse o intrometido passageiro. E lá ía eu acompanhá-lo no restante percurso (de Pousaflores-Pobral-Pereiro-Mouta Redonda-Lisboinha-Pousaflores). Pois acreditem que este pequeno percurso para um puto de 4 anos nos meados de 1983 era algo indescritivel e que ainda hoje guardo em plena memória.
Obrigado por me terem proporcionado esta viagem ao passado!
Aqui deixo o meu contributo para que muitos de vós possam entrar também nesta viagem de regresso ao passado, utilizando para isso a Volkswagen a gasolina ou a Toyota a diesel...

Um abraço
Hugo Lucas Dias "


Abraços da
Comissão Organizadora


Nota da Administração do blog: para quem visita pela primeira vez este espaço, aconselha-se a leitura atenta do histórico. O TEU nome pode andar por aí, nos mais recônditos comentários...

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Querido amigo anónimo


Obrigada pelas suas palavras, que passamos a transcrever:
"obrigado pela vossa resposta. A vossa simpatia é imensa, ao perderem tempo com um anónimo! Mas uma coisa me aguçou o apetite e me levou a voltar a entrar na turtulia, perdão, tertúlia. O café Valente vai ser restaurado? ´é isso? Vai voltar a ser acolhedor? Seria tão bom! e já agora se sabem onde estão os matraquilhos, sabem também onde está o bilhar?"


Adivinhamos nelas alguma animosodade irónica.Estamos erradas? Oxalá que sim, porque entes de mais nada o que queremos é paz!!!
Obrigada por considerar a nossa simpatia enorme, mas acredite que não é por "perdermos tempo com um anónimo".
Nunca achámos que fosse "perder tempo" responder a alguém que entra no nosso blog. Antes pelo contrário! É um enorme prazer ler as suas palavras, responder-lhe, e ficar na expectativa! Continue a dar-nos o privilégio de visitar este espaço, e conte connosco para as tão desejadas tertúlias. Pense nisso com carinho...nós por cá, pensamos também!
Em relação à mesa de bilhar, a resposta é afirmativa. Vamos até mais longe: lembra-se da cabine do telefone, ali mesmo ao lado do quadro dos tacos de bilhar? Pois até essa sabemos onde está! Quando quiser vê-la...é só pedir.
Aproveitamos para dar um particular realce a um comentário ao seu comentário, aqui deixado por um elemento da Organização:


"Olá, amigo anónimo! Sim senhora, o Café Valente vai ser remodelado. Correcção: está a ser remodelado (ora bolas, lá se vai a surpresa!). Embora não tenha sido eu quem na postagem anterior o convidou para daqui a um mês fezer uma tertúlia no Café Valente, terei todo o prazer, na qualidade de membro da Comissão, em estar presente.
Conselho/sugestão: uma vez que teima em "ir curtindo" este blog mantendo-se anónimo, aquando da tertúlia em perspectiva sugiro-lhe que se faça acompanhar de uma "rosa na lapela" para que o possamos identificar. Mas vá dando notícias, ok? Abraços.

Anabela"


Nota da Administração do blog: para quem visita pela primeira vez este espaço, aconselha-se a leitura atenta do histórico. O TEU nome pode andar por aí, nos mais recônditos comentários...

Acertámos na "mouche"!!

Com esta questão do Fundo da Rua, parece que algum ânimo se lavantou...Bem hajam!
Estamos um bocado atrapalhadas com a gestão dos vários comentários, mas vamos tentar dar o nosso melhor. Vem a propósito dos mesmos a fotografia que hoje publicamos, e que decerto todos adivinharão de quem se trata. Ora vejam...
Agora, aqui fica um dos comentário recebidos:
"Gostaria muito de estar de acordo e se calhar até estou.Não duvido da evolução que a vila tem vindo a ter e como isso é saudável para quem nela vive.Só não estou de acordo em relação a um ponto carismático do Fundo da Rua do nosso tempo: o Café Valente. Esse, está uma xicória! As tertulias mudaram de sítio? Acredito. E onde estão agora?Mas que o café dá pena, não podemos deixar de concordar, por muito que isso melindre o João Eduardo. Deixou transformar aquilo numa taberna!!! Que pena!!! Mas os tempos são outros.Mas a verdade é que bem pior está o externato. Isso é verdade!!!e já agora pergunto, porque estou fora e pouco aí vou: onde é que agora se conversa e se consegue estar bem com pessoas do colégio que agora tenham cinquentas??E não queria eu voltar a este blog!!!! "
Comentário nosso a este comentário:
Naturalmente, começamos onde "o outro"acabou: "E não queria eu voltar a este blog!!!!" Colega, acredite , sejam quais forem as considerações aqui tecidas acerca do Fundo da Rua, o mais importante é registar que AFINAL O COLEGA VOLTOU a este espaço que também é SEU! Sinta-se bem-vindo e creia-nos sinceramente gratas por isso!
Vamos agora "conversar" um pouco sobre o seu comentário.
"...ponto carismático do Fundo da Rua do nosso tempo: o Café Valente. Esse, está uma xicória!
Ponto um:há 30 anos atrás, havia em Ansião, três cafés, e uma população estudantil na ordem dos 100 alunos. Não seria de estranhar, pela sua localização geográfica, que o café Valente fosse frequentado pela maioria dos alunos do externato, que com ele, naturalmente, criaram alguns laços afectivos.
ponto dois:há 30 anos atrás, havia talvez, em todo o concelho, meia dúzia de televisões, facto que fazia convergir para o Café Valente (proprietário de um desses miraculosos aparelhos), gente de todas as naturezas e feitios, que prolongavam noite dentro, conversando, contando anedotas..."tertuliando".
Ponto três: há trinta anos atrás, nada fazia concorrência ao Café Valente. Não havia internet, nem cassetes de vídeo, nem DVDs, os automóveis escasseavam...
Ponto quatro:hoje, estudam no concelho de Ansião largas centenas de jovens, que dividem os seus tempos livres entre internet, telemóvel, cinema, um filmezito alugado na Loja de Vídeo, PlayStation...
Pretender que o Café Valente sobrevivesse à custa de "tertúlias" seria o mesmo que condená-lo à falência em menos de três tempos, e aqui para nós, tratando-se de um estabelecimento comercial...a facturação conta! O Café Valente "virou-se" para outro tipo de clientela, certamente não tão do agrado do colega. Mas sobreviveu! Somos, de resto, levadas a acreditar ( e note que não tomamos por nossas as dores do João Eduardo, nem ele nos constituiu suas defensoras), que, se até aqui o Valente se manteve com a sua traça original, talvez tenha sido exactamente para manter o seu carisma. No entanto...
Permita-me o colega uma pergunta: há muito tempo que não vem a Ansião, pois não?pois, era o que pensávamos!
Sabe que os verbos flexionam em tempo e modo, não é? Incluindo o verbo "estar", mesmo quando se refere ao café Valente. Há sempre um passado, um presente e um futuro...Não sei qual é o seu conceito de "xicória" e de "taberna" mas, se tiver a paciência de cá voltar amanhã ( e eu sei que volta!!!:), pode estar certo que lhe reservamos uma surpresa...sobre a tal "taberna" que continua a dar pelo nome de Café Valente! Bem-haja pela sua persistência em continuar a visitar este blog!
Quanto ao local onde agora se realizam as tertúlias, não compete a este espaço fazer publicidade a nenhum estabelecimento, a não ser, claro, que o mesmo se prontifique a patrocinar o blog..(ora aqui está uma hipótese a considerar!). Vamos marcando uns jantares por aí, e pelo que diz, devemos andar todos mais ou menos pela sua idade. Mas assumimos, aqui e agora, um desafio: aguarde mais um mês...mês e meio. Nessa altura, está convidado aqui, publicamente, para uma tertúlia, pela noite dentro, nem mais nem menos que...no Café Valente! E garantimos-lhe que não se vai arrepender! Aceita?
Atentemos agora no segundo comentário:
"Já mandei uma porradaria de mensagens como anónimo. É verdade que não tenho necessidade nenhuma disso. Mas confesso que me dá gozo fazê-lo, desde que não tire incorrecto partido disso, e ao seu abrigo fira ou melindre alguém. Isso não quero.Vou sendo anónimo e "curtindo" o prazer de lá bem no fundo, todos vós perguntardes: quem será o "sacana"? Não dará uma pista ,ao menos?Tal como há imagem em recortes para descobrirem, porque não imagem escritas feitas de recortes e que no que dizem e vão contando, deem par juntar 1 com 2 e chegar a uma conclusão de quem sejam? Interessante, não vos parece? Pois é, mas até ver continuo Romeiro!!! "
O facto de por vezes referirmos aqui a nossa estranheza e um certo pezar pelo carácter anónimo de alguns comentários, fica a dever-se exclusivamente a uma razão: é que este espaço foi criado porque, citando a primeira postagem, "Acreditamos que se cada um de nós fizer um esforço, conseguiremos organizar e actualizar os ficheiros, de forma a reunir um grande número de pessoas.Nesse sentido propomos que tentem contactar o maior número possível de colegas que se distanciaram de nós, nos caminhos da vida, mas que continuam na nossa memória. "
Ora, como decerto entenderá, o diálogo (talvez mais correctamente o monólogo) com anónimos, em nada favorece este propósito, pelo que está longe de permitir a concretização dos nossos objectivos. Continuamos, no entanto, firmes e determinadas em prosseguir esta jornada de "reencontro", que, pelo imenso trabalho que nos dá, não deixa, como compreenderá, tempo para nos preocuparmos e todos nos perguntarmos: quem será o "sacana"?
Apesar de tudo, creia-nos sinceramente interessadas em saber com quem falamos, para bem de toda a comunidade do externato, e para seu próprio bem...porque olhe que conviver connosco, modéstia à parte, vale a pena!
Quanto ao desafio que nos lança ("Interessante, não vos parece?"), e reportando-nos à citação do Frei Luis de Sousa, bem nos lembramos da histórica pergunta do velho Telmo ao mendigo: "Romeiro, Romeiro, quem és tu?". Da mesma forma que a nossa memória regista ainda a resposta do mendigo/rei:"Ninguém"...Dê notícias. Nós agradecemos.
Abraços da
Comissão Organizadora
Nota da Administração do blog: para quem visita pela primeira vez este espaço, aconselha-se a leitura atenta do histórico. O TEU nome pode andar por aí, nos mais recônditos comentários...

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Não é justo!!

A postagem "Falta Imperdoável" deu origem a vários e, felizmente contraditórios comentários. Se soubéssemos que iria causar tamanha reacção, já tínhamos enveredado por este caminho há mais tempo. É salutar esta divergência de opiniões. Pelo menos serve para termos a noção de que o blog é visitado e lido cuidadosamente!
Mas sejamos honestos: temos que nos confessar um bocadinho magoadas. Só um bocadinho!
Antes de mais, vamos dar destaque aos cinco comentários:


"Bem sei. É por isso mesmo que sempre que posso não passo sem lá passar."


"O fundo da rua? Já foi!!! Bons tempos em que o café era café e as turtulias uma cara realidade cultural!!! Que pena que se tenha transformado deste jeito!!! Ir ao fundo da rua??? Nem pensar. Nem pensar!!! "


"Tem razão este ultimo anónimo, sim senhor. Abençoado fundo da rua de antigamente!!! E não é saudosismo. Todos sabemos que é verdade.Antigamente não se paráva noutro lado. Ia-se ao Melado para ver a Benvinda, mas voltava-se logo para baixo!! Agora, não se consegue lá estar. Salva-se a Adega e pouco mais "


"ainda existe lá ao fundo, na salita escura do Café Valente, aquela infernal mesa de matrecos?...diferente em tudo, e de todas... "


"Naquele café já não existe nada!!!"
Temos que nos confessar tristes e injustiçadas!!
Ora bolas, colegas!Então o Fundo da Rua deixa de ser um sítio aprazível e convidativo só porque o Café Valente já não é o que era? Claro que não! A Praça do Município também não, o Tribunal mudou de sítio, e deu origem a uma belíssima sala de conferências, já temos biblioteca, cinema...até a Igreja Matriz (oh! heresia!) foi remodelada e, pasmem os colegas!! o próprio Externato António Soares Barbosa foi demolido!!Já temos cafés, restaurantes, espaço Internet, marisqueiras...Temos água canalizada, parabólicas, TV Cabo...Evoluímos. Crescemos.Como em qualquer parte do mundo. Acompanhámos o progresso, até porque nunca foi nossa intenção estagnar e ficar aqui quietinhos e paradinhos, como a nêspera do Mário Henrique Leiria, nos Contos do Gin Tonic (aqui estava um belíssimo tema para uma tertúlia!)
Parece-nos, aliás, (embora a nossa opinião provinciana seja subjectiva e suspeita) que este fenómeno da evolução se deu um pouco por todo o lado.
Que diria o Fernando Pessoa se entrasse de rompante no Martinho da Arcádia?? E como se sentiria o António Silva ou a Ivone Silva no Parque Mayer?
A nós parece-nos (sem qualquer conotação pejurativa) que quem assim escreve esperava voltar, de quando em vez a Ansião como quem vai ao Museu, rever as mesmas portas do café Valente forradas com papel colorido, mesmo que cobertas de bicho da madeira ou empenadas.
Perdoem-nos o atrevimento, mas nós, os/as que cá vivem, também gostamos e precisamos de progresso. Não nos consideramos ainda peças de Museu, em exposição e à disposição de quem quer "matar saudades", procurando no bucolismo "aldeão" a cura para as neuras das grandes cidades. Estamos muito satisfeitos/as com as "modernices" que por cá se vão fazendo e aliás...queremos mais!
As tertúlias...ai as tertúlias, caros colegas anónimos, acreditem ou não, elas ainda existem! E perdoem-nos a imodéstia, não ficam a dever nada às de outros tempos. Os tertulianos serão outros, os temas também, mas as pessoas encontram-se, bebem um copo, discutem assuntos da actualidade, conversam sobre os filmes que vão saindo (e que já chegam a Ansião quase ao mesmo tempo que a Lisboa), acompanham o que de novo vai sendo publicado em termos de literatura, comenta-se a política nacional, local...Imaginem os senhores que até em Ansião já se sabe quem é o senhor Joe Berardo!! (the fuck you man, you know?)! E sabem uma coisa? Divertimo-nos!! No Fundo da Rua, sim senhor!
Claro que por vezes nos preocupa o progresso desenfreado. É que já nos chegaram uns zunzuns que apontam para a construção do novo aeroporto ali para os lados do Camporês, dada a dificuldade de escolha entre a Ota e Alcochete...
Serão outros os clientes do Café Valente? São, são dúvida! Nem melhores nem piores que os de antigamente. Apenas diferentes!
Descubram o Fundo da Rua! Até o Mário Zambujal escreveu um livro sobre "Histórias do Fundo da Rua". Será outra Rua e outro Fundo...mas por coincidência, imaginem, até o nome de uma das personagens coincide com alguém que vive no Fundo da Rua(o nosso).
Quanto à mesa de matraquilhos, sabemos onde está e podemos garantir que está em muito boas mãos, restaurada e muito bem tratada. Quem sabe um destes dias não serão aqui publicadas fotografias da famosa mesa...para matarem saudades!A título de informação, saibam que ainda tem as bolas originais, e quando foi aberta para restauro estava completamente cheia de moedas...de 10 tostões, bem antigas! Provavelmente ali colocadas por algum dos nossos comentadores...

Abraços da

Comissão Organizadora
Nota da Administração do blog: para quem visita pela primeira vez este espaço, aconselha-se a leitura atenta do histórico. O TEU nome pode andar por aí, nos mais recônditos comentários...

terça-feira, 17 de julho de 2007

Falta imperdoável!

As nossas desculpas.
Publicámos o comentário do Helder Ferreira no qual identificava a Anabela como a "menina" da fotografia aos bocadinhos, e por lapso não reparámos que havia mais dois comentários! E que comentários...Infelizmente anónimos!
Para nos redimirmos, aqui ficam, em resposta aos posts "Toca a juntar as peças!! e "Esta foi rápida":

"É do Fundo da Rua com certeza. Afogo-me nas saudades dos passeios por lá, noutros tempos. A vêr se via alguma coisa que me interessasse, num local onde tudo me interessava.Que bonitas!!!!"


"Também acertei no Fundo da Rua.Mesmo muitos anos depois ainda me apetece contemplar. Até que a vista me doa!! "

...mas que a vista te não doa! O Fundo da Rua continua a ser o mesmo espaço de gente acolhedora e simpática!

Abraços da

Comissão Organizadora

Nota da Administração do blog: para quem visita pela primeira vez este espaço, aconselha-se a leitura atenta do histórico. O TEU nome pode andar por aí, nos mais recônditos comentários...

A saga continua!

Uma hora e quarenta e oito minutos. Aberto o mail da administração do blog, depara-se-nos a resposta à postagem "Afinal havia outro". Aliás: duas respostas.
Segue-se a transmissão da primeira. Se puderem...tirem conclusões. Nós já não conseguimos.
POR MIM ACABA AQUI…
Não sei o que move esta personagem que se faz passar por mim, adultera os meus pensamentos e coloca alguma leviandade nas minhas pretensas atitudes.
Não passaram apenas trinta anos, mas sim quarenta e dois longos anos, tenho agora cinquenta e sete. Os dois anos mais difíceis foram passados no Colégio Teresiano de Braga, onde meu pai me internou. Foi lá que me convenci que esse rapazinho, como me recordo dele, me havia esquecido. Não voltei a Ansião, de Braga segui para França onde fiz uma Licença na Universitade Nancy 2. Comecei a minha carreira profissional nesta cidade. Nancy fica situada no departamento 54 – Meurthe-et-Moselle na região da Lorena. É um centro industrial situado numa região produtora de grande quantidade de minério de ferro.
Mais tarde vim habitar para Paris onde agora me encontro. Tenho sido bem sucedida profissionalmente, tive até alguma visibilidade mediática pouco tempo atrás na campanha presidencial de Ségolène Royale a quem muito admiro e de quem sou muito amiga desde os tempos em que juntas frequentámos a Universitade Nancy 2.É dela a frase seguinte com que presenteio a minha dupla, para lhe lembrar que nós temos um longo caminho ainda a percorrer e temos de nos libertar destas intriguinhas:« Le combat des femmes illustre tous les autres » ( Ségolène Royale)
É certo que já voltei a Portugal por várias vezes, mas sempre a uma cidade da margem sul onde ainda tenho família. Não sou natural de Ansião, apenas aí residi durante sete anos por questões profissionais do meu pai. Não me é difícil pois aceitar que não me tenham conseguido encontrar, eu própria adormeci um pouco sobre as minhas recordações. Senti-me abandonada e quis esquecer o assunto.
A história do meu pai não pertence aqui, não sustento essa versão e peço desculpa, quem o conheceu sabe que ele ajudou imensa gente nessa altura em Ansião. Era bem relacionado, mas não com esse tipo de gente. Foi com ele aliás que eu comecei a deixar-me seduzir pelos ideais de esquerda.
Não trarei aqui nada para provar seja o que for, são-me demasiado queridas essas recordações para as profanar assim. Apenas direi que o tal bilhete lilás era uma folha de um dossier mas com linhas, quanto ao que dizia é um segredo NOSSO.Não trarei aqui nada para provar seja o que for, são-me demasiado queridas essas recordações para as profanar assim. Apenas direi que o tal bilhete lilás era uma folha de um dossier mas com linhas, quanto ao que dizia é um segredo NOSSO.
Agora não tenho pressa, convivo bem com as minhas recordações. Sim é com base nelas que eu desejo um encontro, preparo-me para ele com cuidado pois sei que os anos provocam alterações físicas e de personalidade que podem não ser compatíveis com o expectável.Deixo um sinal apenas para ELE, aquele soneto que está numa das cartas que não tiveram resposta:
A nossa casa, Amor, a nossa casa!
Onde está ela, Amor, que não a vejo?
Na minha doida fantasia em brasa
Constrói-a, num instante, o meu desejo!
-Onde está ela, Amor, a nossa casa,
O bem que neste mundo mais invejo?
O brando ninho aonde o nosso beijo
Será mais puro e doce que uma asa?
-Sonho... que eu e tu, dois pobrezinhos,
Andamos de mãos dadas, nos caminhos
Duma terra de rosas, num jardim,
-Num país de ilusão que nunca vi...
E que eu moro - tão bom! - dentro de ti
E tu, ó meu Amor, dentro de mim...
(Florbela Espanca)
Lamentavelmente não deixei o meu endereço da primeira vez, faço-o agora para quem desejar escrever-me:
nandine1950@voila.fr Obrigada.
Nandine (Como os amigos me tratam por cá!) "

Como dissémos no início, foram duas as mensagens recebidas da "Nandine". A segunda, por conter referências a terceiras pessoas, ou até mesmo a quartss...quintas...não nos parece correcto publicá-la. No contexto e para as pessoas em questão, serão talvez normais e incautas. Para nós, que não nos sentimos parte da história (da qual estamos aliás, cada vez mais distantes em função do anonimato das personagens), são eventualmente causadoras de algum constrangimento que não se enquadra no espírito deste blog. Continuaremos, se assim o entenderem, a publicar as mensagens, mas reservamo o direito de não mexer na vida privada de pessoas que podem sair "feridas". De resto, e face às revelações contidas na mensagem que não publicamos...não será caso para pensarem seriamente que este espaço é visitado por muita gente?

Abraços
A Comissão Organizadora
Nota da Administração do blog: para quem visita pela primeira vez este espaço, aconselha-se a leitura atenta do histórico. O TEU nome pode andar por aí, nos mais recônditos comentários...

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Esta foi rápida!!!!!!!!!!


"Olá pessoal.
Esta parece-me a Anabela Valente.

Abraços,Helder Ferreira "

Pois é, Helder! Juntaste bem as peças, porque é efectivamente a Anabela.
Parabéns!Continua a dar notícias. A tua colaboração é indispensável.

Um abraço
A Comissão Organizadora

Nota da Administração do blog: para quem visita pela primeira vez este espaço, aconselha-se a leitura atenta do histórico. O TEU nome pode andar por aí, nos mais recônditos comentários...

Toca a juntar as peças!! Vale a pena!




Aqui estamos com mais um desafio.Desta vez é uma ELA!


Se imaginarem alguém sempre a dançar, a meter-se com toda a gente...é fácil descobri-la!
Hummm! Cara bem conhecida de todos os "habitués" nos convívios do Externato!
Quem será?
Aguardamos respostas...




Nota da Administração do blog: para quem visita pela primeira vez este espaço, aconselha-se a leitura atenta do histórico. O TEU nome pode andar por aí, nos mais recônditos comentários...

" MUSEU INTERIOR "

Olá.
Sou João Patrício.Queria dizer apenas o seguinte:O meu "Museu Interior" é :O Externato Soares Barbosa.Guardo-o como parte integrante da minha vida...Quando o "visito" é como se o sabor dos meus 14 anos me regressasse à boca ......lá estão, também , os vossos rostos...que me sorriem , ainda...que me ajudaram a crescer...Um abraço para a Comissão Organizadora nomeadamente:Nídia , Jesulinda , Bela e Maria João.

Patrício


É assim mesmo, Patrício!!!! Sem anonimato! Gostamos de te "ver" por cá, mas ainda estamos à espera das fotografias da tua estreia. Não te esqueceste, pois não?
Já agora...para não melindrar ninguém: com o post anterior demos uma informação que pode, eventualmente induzir em erro os visitantes do blog. Naturalmente a Nídia , a Jesulinda , a Bela e a Maria João agradecem o teu abraço, mas somos mais...muitos mais: Fernando Marques, Zé Manel, Zé Ribeiro...e muitos outros. Em nome deles, o nosso obrigado pela tua colaboração, sempre desejada e oportuna.

Abraços da
Comissão Organizadora
Nota da Administração do blog: para quem visita pela primeira vez este espaço, aconselha-se a leitura atenta do histórico. O TEU nome pode andar por aí, nos mais recônditos comentários...

domingo, 15 de julho de 2007

Não há razões para tais medos...E volte sempre!!!

"Anónimo disse...
Não pensava voltar a ele depois de o ter descoberto.".....Entendeu mal a minha afirmação minha senhora! Disse-o e reafirmo-o pleno de convicção. E já agora quer saber porquê, já que foi tão célere a enfermá-lo de outro enquadramento semantico? Porque há períodos da nossa vida tão intensos e importantes que, se alimentados, podem tornar-se em doentes vontades de retorno e quase irreversível vontade de abrigo uterino social, bordado a veludo, e tornando ainda mais agreste o final, por certo já próximo, de uma vida onde todas ou quase todas as etapas, por força da idade, já foram percorridas!!!Considerações balofas? Talvez!!!Mas o coração pouco obedece a discursos racionais de enquadramento e regresso ao fogo, bordado a histórias, da avó, o mal que fiz ao Dr. Silveira, o entusiamante aprender com o "padre" Filipe, as danças e os teatros da Drª Ilda!!!... e tantas outras !!!Não voltar, minha senhora, não é recusar, ou reprovar. Nada disso. É ter medo! É saber, por ciencia adquirida que a infancia e a adolescencia será sempre o principio de tudo e o regresso indispensavel da afectividade, em luta obviamente ganha com a razão!!!E a prova que tenho razão é, para além de muitas outras razões, uma simples estória de amor! "Onde é que isto vai parar"!!!!Um dia vou dizer-lhe quem sou. E serei? Ou continuarei Romeiro!?!?"
Anónimos, anónimos, anónimos...isto até parece que está tudo na clandestinidade! Já chegamos a esse ponto??
Todas/os nós temos, remotas mas acarinhadas, as mais diversas memórias dos tempos do Externato. Guardamo-las como parte integrante da nossa vida, pedaços que fazem parte de nós, que nos fizeram crescer, que enformam aquilo que somos. Os rostos de muitos fazem ainda parte do universo de outros tantos. Longe de nós criar aqui um espaço que suscite em alguém o receio de voltar ao passado! É apenas uma estratégia de reencontro, nada de máquinas do tempo! Mas, se por obra do destino ou do coração, a memória do Externato acorda ainda, em alguém, emoções, sentimentos...é bom sinal: se calhar, apesar da idade, apesar da demolição física do antigo edifício, ainda restamos nós. Puros e inteiros. Capazes de sentir. De viver. E se somos capazes de viver...por que não fazê-lo às claras???
Já agora...vamos lá esclarecer:"Entendeu mal a minha afirmação minha senhora!" - deveria o colega anónimo ter dito "minhas senhoras"; somos várias a trabalhar para a causa comum...Temos feito um esforço para entender a razão do anonimato...Mas afinal não fomos todos colegas? Não estamos aqui numa perspectiva de reencontro, de reviver e retomar amizades entretanto perdidas? Assim...torna-se difícil estabelecer contactos se diariamente somos confrontadas com anónimos! Não sabemos com quem estamos a falar! Se calhar fomos colegas de carteira deste anónimo e não sabemos de nada!!Aqui deste lado, fazem parte da Comissão Organizadora várias pessoas: Nídia, Jesulinda, Bela, Maria João...entre outras/os! Damos a cara. Vá lá, colegas. Deixem-se disso! Digam quem são!Prometem?
Abraços da
Comisão Organizadora


Nota da Administração do blog: para quem visita pela primeira vez este espaço, aconselha-se a leitura atenta do histórico. O TEU nome pode andar por aí, nos mais recônditos comentários...



Anônimo disse...
Este é o Julio Marques!!!

....é sim senhor!!! O Júlio Marques com umas boas dezenas de anos a menos...
Daqui vai um abraço para ele.


A Comissão Organizadora


Nota da Administração do blog: para quem visita pela primeira vez este espaço, aconselha-se a leitura atenta do histórico. O TEU nome pode andar por aí, nos mais recônditos comentários...

Quem é quem????


Olá, colegas
Acabou o fim-de-semana...
Parece que ninguém consegue vislumbrar, atrás do negativo da fotografia, a cara do seu respectivo "proprietário".
Então cá vai uma ajudinha, sem negativo, mas aos bocadinhos.
Juntem as peças que vale a pena! Ao trabalho...


Então?? Ainda não estão a ver quem é?????

Atenção que as peças não têm todas a mesma proporção!!
Já está quase????Isso mesmo, é o ........ Pois, ficamos à espera da resposta!!
Até lá...abraços da
Comissão Organizadora

Nota da Administração do blog: para quem visita pela primeira vez este espaço, aconselha-se a leitura atenta do histórico. O TEU nome pode andar por aí, nos mais recônditos comentários...

Afinal havia outro!!

A mensagem que se segue foi recebida há pouco mais de dez minutos... Sem querer tomar partido, não vão as más línguas dizer que estamos a ser feministas, a verdade é que nos sentimos tocadas pelas palavras "dela". Por isso aqui ficam.Parece-nos, no entanto, que não está muito bem disposta. Já agora, permitam-nos a interferência: estamos em Julho. Mês de férias. Uma esplanada, uma dose de ameijoas, umas "bejecas", e uma boa conversa a três não resolveriam o problema? Vá lá, decidam-se. E...boa sorte!
Agora leiam o que ela disse... e mais uma vez, bom fim-de-semana. Abraços da
Comissão Organizadora

"Li, reli, voltei a ler e a reler. Afinal eu sou AQUELA!
Quando há dias deparei com as palavras que todos aqui leram, senti que o meu mundo não estava afinal tão cinzento como eu imaginava, e que talvez houvesse por aí perto um raio de sol prestes a entrar e a transformar a solidão com que partilho a vida. Dei comigo a rebuscar no fundo das gavetas, procurando qualquer coisa mais para alimentar este súbito frémito que me toldou o espírito, e, confesso, quase também a razão. O meu passado estava a vestir-me de novo aquela bata preta e a deixar que as emoções voltassem, tantas décadas depois, a pôr-me um brilhozinho nos olhos. Decidi esperar. E em boa hora o fiz.
Confesso que tenho visitado este blog amiúde, na esperança de mais notícias e sinais. Deduzi, pelo endereço de email associado ao blog, que o mesmo é administrado pela Nídia, de quem já mal me lembro, uma vez que é um pouco mais nova do que eu. Agradeço-lhe ter-me dado a oportunidade de, usando as palavras do post anterior, “exorcizar os fantasmas do meu passado”.
Não vou alongar-me tanto como os anteriores “oradores”, e decerto me entenderão: depois de ter lido o post de 11 de Julho, “Onde é que isto vai parar”, decidi remeter-me ao silêncio, por ter sentido expostos os meus sentimentos por alguém que eu acho que não tinha o direito de o fazer. Aguardei. Quem esperou trinta e tal anos pode esperar um pouco mais. Tentei digerir as emoções e alguma revolta que de repente acordou. Hoje, porém, se alguma dúvida tinha, desvaneceu-se: perdoem-me os alheios ao caso em apreço, mas vou “vomitar” as raivas que ultrapassam a minha capacidade de armazenamento. E depois disto, sobre o assunto, nada mais direi. “Onde é que isto vai parar II”. Descobri que afinal sou mesmo AQUELA! Aquela que andou anos à espera de notícias, a saborear às escondidas, nas escapadelas às minhas memórias, um amor longínquo, e que vem descobrir, aqui e agora, que afinal dois amores se degladiavam por mim sem que nenhum tenha feito nada para me encontrar.
Que diabo! Há trinta anos, admito que fosse difícil tal tarefa, mas há já uns bons anos que existem listas telefónicas, Internet…que tal uma ida ao “Ponto de Encontro”??? Vivemos na aldeia global, e não na pequena aldeia onde dizes ter passado a viver com a tua mãe. Este país tem 10 milhões de habitantes, não vivemos nos EUA nem no Brasil!!!
As mensagens de um e de outro lembram-me duas pessoas a discutirem por causa de uma terceira, enquanto esta, esquecida, espera na soleira da porta! Eu estou aqui, ou agora o que interessa é discutirem em praça pública qual é que merece mais o meu amor, esquecendo-se de me perguntarem qual deles é que eu quero, se é que quero!? Não tenho voz no assunto? Insinuas ter havido alguma cilada e põe em dúvida que tenha sido eu a responder. Pois fui, sim, na onda de emoção incontida por te ter reencontrado. Fui ingénua, e já não tenho idade para isso. Mas posso provar que sou eu mesma. Para tal envio, digitalizado,
o tal “bilhetinho de cor lilás” de que falavas na primeira mensagem. Não sei se será publicado ou não, mas vou deixar junto da administração do blog o meu endereço electrónico para contacto. Dizia eu, quando respondi à tua mensagem, e tentando explicar a minha “notória incapacidade de me voltar a apaixonar” que “Alguém me disse que isso só seria possível após o desinvestimento numa anterior paixão”. Creio poder agradecer a este blog essa magia: estou livre! E só se não puder é que não vou apaixonar-me outra vez. Por alguém que não se escude atrás de palavras doces para ocultar falta de iniciativa. Como dizia uma célebre canção dos nossos tempos, pela boca da Dalida: “Encore des mots toujours des mots,les mêmes mots...Rien que des mots. Des mots faciles des mots fragiles... paroles, paroles, paroles”. Abraços."


Nota da Administração do blog: para quem visita pela primeira vez este espaço, aconselha-se a leitura atenta do histórico. O TEU nome pode andar por aí, nos mais recônditos comentários...

sábado, 14 de julho de 2007

Ora então boa noite!

Colegas e amigos

Hoje passamos por aqui apenas para deixar votos de um bom fim-de-semana.
Muitos têm sido os comentários deixados no mail da administração do blog, e apraz-nos saber que a receptividade tem sido grande. Pela nossa parte estamos dispostas a continuar, cumprindo o que foi uma vontade expressa por alguns antigos alunos, empenhados em manter viva a chama de velhas e grandes amizades.
No entanto, há por vezes algumas "picadinhas" que, embora causem algum incómodo, não chegam sequer a fazer-nos pensar em desistir.
Ao/à colega que teve a amabilidade de deixar um comentário dizendo, referindo-se ao nosso blog : "Não pensava voltar a ele depois de o ter descoberto.", constatamos, com prazer, que afinal voltou. Fez bem. Nós por cá continuamos, cheias de boa vontade...mesmo para os que não pensam por cá voltar depois de o terem descoberto.
Abraços para todos, e vão dando notícias!
A Comissão Organizadora
Nota da Administração do blog: para quem visita pela primeira vez este espaço, aconselha-se a leitura atenta do histórico. O TEU nome pode andar por aí, nos mais recônditos comentários...

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Onde é que isto vai parar II

Amigos, colegas e quejandos...
Chegou à administração do blog mais um episódio do já famoso folhetim, assim meio ao jeito "Sei quem ele é, ele é bom rapaz, um pouco tímido até...". (desculpem-me os intervenientes, longe de nós desmerecer os sentimentos de cada um!).
Esta administração confessa-se um pouco baralhada: ele diz que sim, o outro diz que não...ela não se tem pronunciado! Fechou-se em copas!
Como o blog não é propriedade exclusiva da administração, julgamos oportuno dar o direito de resposta a um, já que demos ao outro. Até nestas coisas do amor é importante não esquecer o princípio da equidade.
É pois nessa linha de pensamento que hoje publicamos a mensagem recebida, não sem antes relembrar que esta é a resposta à resposta da resposta...Enfim, convém reler para contextualizar, entendem? :)
Aqui vai o texto. Como se aproxima o fim-de-semana, têm tempo para ler, reler, meditar...e tirar algumas conclusões!

Abraços da

Comissão Organizadora


"CAROS COLEGAS:Ao quebrar os meus votos de silêncio, faço-o convicto de que poderei parecer, a alguns fastidioso até aborrecido, a outros gabarola e exibicionista, aos restantes, dos quais vislumbro já pela certa um sorriso de concordância com o meu regresso, oportuno, pois o mesmo era exigido, confrontado que fui com a amarga lembrança que outros terão daqueles longínquos cinco anos.Ciente de que na vida tudo terá uma explicação, que a uns convencerá e a outros não, não descuro a responsabilidade que todos temos, de manter unida esta grande família dos antigos alunos do Externato, nem tão pouco permitirei que alguém queira ler algo de ofensivo, onde não está, ou que entenda, no que eu escrever, algum ataque pessoal a quem quer que seja.Tomo assim a ousadia de vos pedir que me leiam e, se vos decepcionar, que me perdoem. Afinal também eu necessito de expugnar os fantasmas do meu passado, pacificar as agressões das minhas intermináveis insónias, humanizar as minhas emoções que revoltas se encontram ainda por um passado tão contrário.O meu agradecimento aos que comigo conseguirem partilhar esse exercício!


AO AMIGO INSEPARÁVEL:Efectivamente não teriam sido necessárias tantas referências para que eu iniciasse uma retrospectiva do que foi a nossa sã convivência – pelo menos para mim – do primeiro ao quinto ano do Colégio. A partilha, nos primeiro anos, do receio das agressões dos mais velhos, os jogos do recreio, nomeadamente o do prego que tu sempre ganhavas, a bola de futebol que adquirimos a meias e que religiosamente guardávamos para aquelas tardadas no campo da Mata, as pastilhas Pirata que comprávamos com os tostões de ambos no Carlos Antunes, o cigarro, não o maço, que comprávamos no Zé Henriques e fumávamos a dois, tudo isso nos tornou realmente inseparáveis. Mas, não me penalizes agora pela minha incapacidade para certas áreas da Matemática, eu achava que me deixavas copiar os teus exercícios, mal chegava a carrinha, por seres meu amigo e que jamais irias tirar vantagem desse facto, contudo acho justo que se diga que foste um aluno brilhante que passou pelo Colégio.

Eu sempre te considerei meu confidente, sempre soubeste como e quando começou a despontar aquele amor por ELA, por que não falaste então? É certo que não somos nós a escolher o alvo das nossas paixões, elas acontecem, mas poderíamos ter discutido o assunto, talvez este se tivesse diluído. Aliás tudo levava a crer, pelo que me dizias, que estavas interessado na amiga dela, aquela do cabelo preto comprido que vinha na carrinha, lembras-te?Dizes que te afastaste de Ansião, assim percebo porque não nos voltámos a encontrar, embora eu tenha ficado, grande parte da minha vida, por cá. Não sabia que tinhas familiares em Ansião, quando te procurei na tua aldeia já os teus pais tinham falecido e ninguém me soube dar outras informações além de que estarias fora da região.Não entendo, não cabe na imagem que tenho de ti, que me culpabilizes pela correspondência de sentimentos que existia entre mim e ELA, achando que te fiz mal.Se assim é porque não falas de ti, se como dizes diluíste no amor pago o teu sofrimento enquanto alguém que eu bem conheço suspirava por ti? Não te incomoda que ainda suspire?A “coragem para fazer triunfar esse amor” não teve o poder que outros detinham para o derrubar e se hoje continuo a querer consertar o que resta, faço-o por convicção que a culpa me é exterior, ao serem-me sonegados factos que apenas vou tornar públicos para que não se entenda que eu possa ser aquilo de que me acusas.




A ELA:Desde logo quando li o que escreveste senti uma vontade louca de voltar a colocar nesta página a confissão plena do quanto te amo, como reconhecimento, por mim sentido, do amor com que ainda me presenteias. Contudo duvidei, voltei a duvidar após este post, que tenhas sido TU a responder. Afinal as tuas referências foram tão vagas que poderia alguém ter-se feito passar por TI. Aquele meu antigo amigo inseparável pode muito bem ter planeado esta cilada à minha pessoa pois, como ele próprio se auto vangloria, era e será uma pessoa inteligente que com alguma perspicácia sabendo da nossa história compôs o argumento.Por tudo isso apenas TE peço que se leres o que se segue TE não precipites a responder, poderá ser chocante para ti, mas garanto-te que vamos poder em breve falar em privado pois já sei de alguém que me vai conseguir o teu contacto. Não há necessidade de TE voltares a expor, a não ser que o queiras fazer por alguma razão que me transcende. Sei agora que se o fizeres incluirás na tua resposta “aquele”sinal que não me deixará dúvidas.


CORAGEM PARA FAZER TRIUNFAR ESSE AMOR…O Agosto e o Setembro daquele último ano de Colégio tinham voado, entre a ceifa do trigo e a recolha do milho consegui, por várias vezes, visitá-LA em Ansião, onde me deslocava na minha inseparável bicicleta, uma “pasteleira” de cor verde que o meu pai, com enorme dificuldade, me tinha comprado, logo no início do meu primeiro ano de Colégio, numa loja de bicicletas, pertença de dois irmãos, que existia contígua ao então Posto da GNR.A minha vida era por essa altura uma enorme indefinição. Contrariando as parcas possibilidades económicas dos meus pais sobrepunha-se uma vontade conjunta, minha e deles, de que eu continuasse estudos. O meu irmão já se havia pronunciado e concordava que eu tirasse pelo menos o sétimo ano, tinha-se oferecido para ajudar nas despesas, retirando ao seu magro ordenado do momento algumas dezenas de escudos.


Contrastando com essa vontade enorme de continuar estudos grassava em mim um certo receio por uma inevitável estadia em Coimbra, onde uns parentes do meu pai se ofereceram para me encontrar estadia e onde tudo o resto me era desconhecido. Desconhecido para mim era ainda o que sucederia após esta separação, principalmente relativamente a ELA. Eu notava nos olhares de desaprovação com que o seu pai me presenteava, quando A procurava, que algo muito grave se iria passar. Era contudo demasiado jovem, teria quinze anos por essa altura, para poder imaginar que esse pai numa ânsia insaciável de proteger a sua filha de mim nos pudesse ter privado de pelo menos termos tentado compensar o nosso amor com um tão sonhado happy end.
Meses intermináveis se seguiram, durante os quais eu me deslocava todos os fins-de-semana entre Coimbra e Ansião numa cada vez mais ténue esperança de a encontrar ou que por vontade divina alguma carta sua tivesse chegado à casa de meus pais. Todas aquelas cartas que semana após semana lhe escrevia do meu quarto, numa residência da Avenida dos Combatentes, jamais tiveram resposta. Dias, semanas, meses e anos de sofrimento atroz se seguiram, DELA apenas restavam recordações. Ingrata a vida fez-me perder meu pai antes que este pudesse ver-me formado como ele tanto desejou e pelo que tanto lutou. A situação revolucionária, que o país atravessava nessa altura, abalou os negócios do meu irmão e nem ele conseguia mais suportar as despesas dos meus estudos. Forçado a sustentar-me, interrompi os meus estudos e procurei a companhia de minha mãe, agora sozinha, tendo-me empregado nessa altura na região.

Fiz de minha mãe minha confidente. Um dia enquanto repousava a minha cabeça no seu regaço e lhe confessava toda a minha mágoa por não mais A ter encontrado nem DELA ter recolhido qualquer notícia, ao ouvir a voz embargada da minha mãe e, após ter erguido a cabeça, ver uma lágrima deslizante diluir-se nas pregas do seu rosto, senti que a vida poderia ser a partir de então ainda mais cruel. Disse, volto já, e até que voltasse apenas o silêncio se fez sentir. Quando voltou trazia nas mãos alguns envelopes amarrotados e amarelados com aspecto de terem sobrevivido a largos anos abandonados talvez no fundo de uma daquelas arcas de madeira onde também se guardavam as mantas retalheiras que os cobertores comprados no leilão das feiras de final de Verão haviam destronado. Estendeu-os na minha direcção, ao tocar-lhes simultaneamente reconheci a letra DELA, uma lancinante dor trespassou o meu coração e pensei que iria morrer, não conseguia falar nem tão pouco mover-me.Continuei a ouvir a voz arrastada da minha mãe e não conseguia distinguir se seria eu que estava realmente a morrer ou se a comoção lhe prendia a voz. Pediu-me perdão em seu nome e do meu falecido pai e contou-me que tinha sido com lágrimas nos olhos que ambos tinham escondido estas cartas quando uma após outra iam chegando. Disse ainda que apenas o tinham feito para me protegerem das ameaças do pai DELA, feitas num dia em que este desceu à nossa aldeia e os informou que iria levar a filha para bem longe – um colégio interno de uma irmandade feminina numa cidade nortenha o que confirmei pelas suas cartas – e que ou eles conseguiam impedir que o correio vindo DELA me chegasse ou então ele moveria as suas influências junto da polícia secreta da época para me armar uma cilada que me levaria à prisão de onde poderia até nunca mais sair, como ameaçou.

Quando, após o 25 de Abril de 74, a PIDE foi desmantelada ainda pensaram em me desvendar este segredo, mas concluíram que, por terem passado quase oito anos, o assunto pudesse estar encerrado. Reconheci nas suas palavras o quanto me queria e o quanto teria sofrido para me proteger e num impulso consegui vencer o torpor que me subjugava e abracei-a afastando da sua mente qualquer dúvida que tivesse de um ressentimento da minha parte. Mas estava triste, acabrunhado com o peso desta revelação ausentei-me para o meu quarto, então já melhorado com algumas obras que tínhamos feito, o mesmo onde anos atrás havia escrito aquele bilhete de que já vos falei. Li, reli e continuarei a ler aqueles pedidos angustiantes de notícias minhas, gritos que viajam no tempo e coabitam agora na minha essência como se todas aquelas cartas se tivessem esvaziado para o meu íntimo.
No dia seguinte viajei para aquela morada do remetente na esperança de a encontrar, todas as irmãs que conheci se recordavam dela, mas nada mais além disso.Do que foram todos estes anos até à data podereis agora concluir pois neste momento sabeis tanto quanto eu. Eu estou perto de saber mais, graças a vós.Obrigado. !
Nota da Administração do blog: para quem visita pela primeira vez este espaço, aconselha-se a leitura atenta do histórico. O TEU nome pode andar por aí, nos mais recônditos comentários...

Enigma!

Desta vez não há puzzle. Dá cá uma trabalheira!!! Mas as fotografias são mais que muitas, temos que lha dar saída. E acreditem, há cada uma!!!
Desta vez pusemos o colega às avessas. Melhor dizendo: invertemos as cores! Aqui vai um negativo (da fotografia, claro)! Esta é fácil: basta inverter de novo e têm uma carita de um catraio, com um ar muito cândido.
Vá lá, trabalhem. Dêem notícias, queremos saber quem vai ser o primeiro a adivinhar!
Ah! Só há mais fotografias quando adivinharem quem é este.
E esperam pela vossa vez. Mais tarde ou mais cedo, ela vai chegar!


Abraços da
Comissão Organizadora
Nota da Administração do blog: para quem visita pela primeira vez este espaço, aconselha-se a leitura atenta do histórico. O TEU nome pode andar por aí, nos mais recônditos comentários...

quinta-feira, 12 de julho de 2007

O homem dos sete instrumentos!




Colegas
Está explicada a ausência do Patrício ultimamente.
Óbviamente o rapaz tem andado ocupadíssimo...com os tabuleiros. Ele é o verdadeiro homem dos sete instrumentos...
Patrício, ainda não temos novas da tua estreia como actor. Estamos à espera! Para ti, aqui fica uma cantiguinha de Sérgio Godinho, que te dedicamos:


"Chegou o homem dos 7 instrumentos
sua cantiga aos 4 ventos repartiu
às duas por três chegou
e às duas por três partiu
segue para a rosa-dos-ventos
segue para a rosa-dos-ventos
chegou o homem dos 7 instrumentos

Sua cantiga não foi feita de encomenda
não é carne nem é peixe
não compra nem está à venda
não se esquece de quem trata
gente como um cão vadio
fala de gente a lutar
luta de fio a pavio
p´ra poder recuperar
o direito de a respirar
o direito de a respirar
o direito de a respirar
Chegou o homem dos 7 instrumentos
sua cantiga aos 4 ventos repartiu
às duas por três chegou
e às duas por três partiu
segue para a rosa-dos-ventos
segue para a rosa-dos-ventos
chegou o homem dos 7 instrumentos
Ó, Eh! Zés Pereira
Com os tambores a rebentar
andais perdidos nas feiras
nem sabeis p´ra quem tocar
toca tu que tão bem boles
nesse tambor bem martelado
toca toca toca toca
toca toca a reunir
toca toca a reunir
toca toca a reunir
Chegou o homem dos 7 instrumentos
sua cantiga aos 4 ventos repartiu
às duas por três chegou
e às duas por três partiu
segue para a rosa-dos-ventos
segue para a rosa-dos-ventos
chegou o homem dos 7 instrumentos
E se algum dia toda a música acabar
se se acabar de partir
o espelho que faz cantar
preparai-vos meus amigos
que será dia de escuro
de temporais desabridos
dum Inverno bem mais duro
do que este que está a passar
se a música se acabar
se a música se acabar
se a música se acabar
Chegou o homem dos 7 instrumentos
sua cantiga aos 4 ventos repartiu
às duas por três chegou
e às duas por três partiu
segue para a rosa-dos-ventos
segue para a rosa-dos-ventos
chegou o homem dos 7 instrumentos"

Abraços da
Comissão Organizadora

Nota da Administração do blog: para quem visita pela primeira vez este espaço, aconselha-se a leitura atenta do histórico. O TEU nome pode andar por aí, nos mais recônditos comentários...

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Onde é que isto vai parar?


Queridos colegas
Parece que isto está mesmo a aquecer.
Foi-nos enviado o texto que a seguir transcrevemos, em resposta às belas palavras que relatam um amor de outros tempos.
Queremos aqui fazer um esclarecimento: em relação aos dois primeiros intervenientes, nada sabemos, continuamos na mais completa ignorãncia; já em relação às palavras de hoje...qualquer coisa nos diz que sabemos quem é. No entant, e por respeito à privacidade de cada um, aguardaremos que se identifiquem, voluntariamente. :) Malandreco...deste demasiadas pistas, e procuraste "despistar" mas conseguiste o efeito contrário.

Abraços da
Comissão Organizadora


"É sempre bom voltarmos aos lugares onde passámos a nossa meninice. É bem verdade que o tempo tudo muda e, a cada vez que voltamos, menos daquilo que nos era familiar, encontramos. Os velhos amigos partem, também - alguns para sempre – e, no lugar dos velhos prédios, novos vão sendo construídos, tornando cada vez mais difícil esse exercício, quase sempre agradável, de reconstruir o passado a partir das memórias que guardámos.Passei a meninice em Ansião e boa parte da minha juventude. Por isso, sempre que posso aqui volto. Este fim de semana, mais uma vez, cumpri com essa tarefa e visitei alguns familiares afastados que por cá moram e, foram eles que me informaram que no antigo Melado houvera um almoço de confraternização dos antigos alunos do Externato António Soares Barbosa, onde estudei do primeiro ao quinto ano dos liceus, como se dizia na época. Uma mão amiga com eles deixou também o endereço electrónico deste blog. Eufórico, procurei um computador com internet, cioso de rever velhos companheiros; achei-o no Centro Cultural, e aqui deixo meus cumprimentos ao Dr. Fernando Ribeiro, velho amigo, pela magnífica iniciativa de prover os ansianenses com um espaço desta categoria, dedicado à difusão cultural. Perdoem-me, velhos amigos,este preâmbulo e a demora em entrar no assunto que me leva a escrever estas linhas. Mas, a verdade é que, aquilo que eu imaginava que seriam momentos da mais genuína e pura alegria, não demorou a transformar-se em mais um sombrio e doloroso pesadelo. Pesadelo recorrente durante tantos anos da minha vida, do qual me julgava finalmente liberto e que, de repente, como nocturno salteador invade, de novo, a minha vida. Daí, a minha dificuldade em entrar directamente no assunto. Peço-vos perdão, mais uma vez, mas é-me imperioso que assim faça para ver se exorcizo, duma vez por todas – espero - estes velhos fantasmas que me apoquentam.Comecei por olhar as fotos e deliciei-me no rever de tantos rostos tão familiares; quando uma suave onda de nostálgica alegria adolescente começava a me invadir, eis que chego àquela confissão de amor, que para alguns será uma bela história de amor, mas que, para mim, infelizmente, mais pareceuma vulgar gabolice de um Don Juan de meia tijela. Não consigo entender os motivos que levaram este meu antigo colega a escrever o que escreveu, a não ser algo muito próximo daquilo que atrás refiro. E, vós que me lêdes, prestai atenção: Eu conheço bem os envolvidos nesta história. Fui seu colega durante cinco longos anos, escondendo, a custo, o grande amor que essa garota me inspirava, também, escondendo-o de todos e até de mim próprio, uma vez que, dotado de parcos atributos físicos, percebi desde muito cedo que a minha amada só tinha olhos para aquele galã de botas grosseiras e calças de surrobeco. Já a mim, nem me via, a não ser na hora de hora de copiar algum exercício de matemática, porque, ao menos como aluno, sempre fui muito melhor do que o meu concorrente sentimental. Lembro-me bem daquela fatídica tarde em que, segundo ele, se beijaram pela primeira vez. Eu e ele éramos amigos inseparáveis. Via com grande pesar os olhares cada vez mais apaixonados que um ao outro dirigiam. Eles nem me notavam. Um ciúme incontrolável tomava conta de mim. Via como eles procuravam alguns momentos a sós para se falarem. Terminada aula de francês, deixei, como por acaso, um caderno na sala e fui saindo, um pouco à frente deles. No ginásio, voltei para pegar o caderno. Sem fazer barulho, aproximei-me da porta e espreitei. Vi-os a se beijarem. Dei meia volta e saí correndo, tentando esconder as lágrimas. Atravessei o corredor sem ver nada e continuei a correr em direcção à casa de banho, no fim do pátio do recreio. Ouvi que alguém me chamou. Respondi apenas: Eh! pá, estou apertado. E só quando me tranquei numa das casinhas e me sentei na sanita pude, finalmente, dar vazão ao meu desespero e à minha frustração, sem medo de ser descoberto e de ter de pôr a nu os meus secretos sentimentos, verdadeiro motivo daquele meu rompante. Lá me deixei ficar, mesmo depois de ouvir a campaínha tocar dando por terminado o breve recreio. Não compareci à aula de estudo. O senhor Alberto, sempre atento, acabou por me achar. Perguntou-me o que estava a acontecer. Disse-lhe que estava com dor de barriga. Quis saber o que eu comera ao almoço. Disse-lhe e ele lá se convenceu e, acabou por me mandar para casa. Eu fui; mas a maior parte da tarde passei-a escondido na mata, em luta com toda a espécie de sentimentos contraditórios que em mim se degladiavam. Lutava desesperadamnete para apagar aquela cena do beijo da minha memória. Inutilmente. Perseguiu-me durante anos. Afastei-me de Ansião. Sempre me achei feio e desajeitado com as mulheres. Cheguei a ter dúvidas sobre a minha masculinidade. Procurei, no amor pago, minorar o meu sofrimento. Quando a SIDA chegou, resolvi casar, já passado dos trinta anos. Nunca amei a minha mulher. Fiquei casado apenas nove meses. Agora, quando tudo já não passava de uma lembrança quase apagada... Isto!!!E, o que é pior, ela ainda gosta dele! Continua de quatro por um homem que, apesar de se saber correspondido, não teve coragem para fazer triunfar esse amor. Isso é o que mais me dói!Não sei se algum dia terei coragem para participar dos vossos encontros, uma vez que já dei tantas referências a meu respeito que acho que todos já sabem quem eu sou. E é triste termos que enfrentar os nossos fracassos.Peço que não me levem a mal este desabafo. Vão dizer que o fiz só por despeito. Talvez eu não vos tenha feito compreender como esse doloroso acontecimento influiu negativamente em toda a minha vida. Talvez os coordenadores da página apaguem este meu comentário. Não faz mal. Continuarei a amar, em silêncio, a única paixão da minha vida.


PS: Patrício:Acho que tu não sabes quem é o gajo. Acho que ele nunca foi da tua turma, mas enfim... "


Nota da Administração do blog: para quem visita pela primeira vez este espaço, aconselha-se a leitura atenta do histórico. O TEU nome pode andar por aí, nos mais recônditos comentários...

É ele!!!!!!


Caríssimos

O Simões completou com sucesso o puzzle, mas, lamentavelmente, não se lembra da "personagem". Estamos certas que a maioria de vocês se lembra, mas devem estar todos de férias, porque só cinco ou seis pessoas se aventuraram a dar palpites. Curiosamente (ou talvez não!), todos os palpites foram certeiros: Claro que esta carita quase imberbe, aqui postada em forma de puzzle, é, nem mais nem mais nem menos que o nosso Adrianito...com 100 quilos a menos!!!(desculpa, Adriano, a gente gosta de ti de qualquer maneira).
Parabéns a todos os que acertaram...e esperem por mais novidades.
(para amanhã está prometido mais um capítulo do já famoso folhetim das paixões que por aqui se vivem...ou viveram)

Abraços da

Comissão Organizadora


Nota da Administração do blog: para quem visita pela primeira vez este espaço, aconselha-se a leitura atenta do histórico. O TEU nome pode andar por aí, nos mais recônditos comentários...

terça-feira, 10 de julho de 2007

Et voilà!!!!



Ei-la! A última peça para chegarem à conclusão óbvia: o amigo "cortado" aos bocados, é, nem mais nem menos que...Isso! Vá, digam! Mandem a resposta para o mail! é ele mesmo....Amanhá cá estará a foto completa, para tirarem dúvidas, se é que ainda existem!

Abraços da

Comissão Organizadora
Nota da Administração do blog: para quem visita pela primeira vez este espaço, aconselha-se a leitura atenta do histórico. O TEU nome pode andar por aí, nos mais recônditos comentários...