sábado, 14 de julho de 2007

Ora então boa noite!

Colegas e amigos

Hoje passamos por aqui apenas para deixar votos de um bom fim-de-semana.
Muitos têm sido os comentários deixados no mail da administração do blog, e apraz-nos saber que a receptividade tem sido grande. Pela nossa parte estamos dispostas a continuar, cumprindo o que foi uma vontade expressa por alguns antigos alunos, empenhados em manter viva a chama de velhas e grandes amizades.
No entanto, há por vezes algumas "picadinhas" que, embora causem algum incómodo, não chegam sequer a fazer-nos pensar em desistir.
Ao/à colega que teve a amabilidade de deixar um comentário dizendo, referindo-se ao nosso blog : "Não pensava voltar a ele depois de o ter descoberto.", constatamos, com prazer, que afinal voltou. Fez bem. Nós por cá continuamos, cheias de boa vontade...mesmo para os que não pensam por cá voltar depois de o terem descoberto.
Abraços para todos, e vão dando notícias!
A Comissão Organizadora
Nota da Administração do blog: para quem visita pela primeira vez este espaço, aconselha-se a leitura atenta do histórico. O TEU nome pode andar por aí, nos mais recônditos comentários...

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Onde é que isto vai parar II

Amigos, colegas e quejandos...
Chegou à administração do blog mais um episódio do já famoso folhetim, assim meio ao jeito "Sei quem ele é, ele é bom rapaz, um pouco tímido até...". (desculpem-me os intervenientes, longe de nós desmerecer os sentimentos de cada um!).
Esta administração confessa-se um pouco baralhada: ele diz que sim, o outro diz que não...ela não se tem pronunciado! Fechou-se em copas!
Como o blog não é propriedade exclusiva da administração, julgamos oportuno dar o direito de resposta a um, já que demos ao outro. Até nestas coisas do amor é importante não esquecer o princípio da equidade.
É pois nessa linha de pensamento que hoje publicamos a mensagem recebida, não sem antes relembrar que esta é a resposta à resposta da resposta...Enfim, convém reler para contextualizar, entendem? :)
Aqui vai o texto. Como se aproxima o fim-de-semana, têm tempo para ler, reler, meditar...e tirar algumas conclusões!

Abraços da

Comissão Organizadora


"CAROS COLEGAS:Ao quebrar os meus votos de silêncio, faço-o convicto de que poderei parecer, a alguns fastidioso até aborrecido, a outros gabarola e exibicionista, aos restantes, dos quais vislumbro já pela certa um sorriso de concordância com o meu regresso, oportuno, pois o mesmo era exigido, confrontado que fui com a amarga lembrança que outros terão daqueles longínquos cinco anos.Ciente de que na vida tudo terá uma explicação, que a uns convencerá e a outros não, não descuro a responsabilidade que todos temos, de manter unida esta grande família dos antigos alunos do Externato, nem tão pouco permitirei que alguém queira ler algo de ofensivo, onde não está, ou que entenda, no que eu escrever, algum ataque pessoal a quem quer que seja.Tomo assim a ousadia de vos pedir que me leiam e, se vos decepcionar, que me perdoem. Afinal também eu necessito de expugnar os fantasmas do meu passado, pacificar as agressões das minhas intermináveis insónias, humanizar as minhas emoções que revoltas se encontram ainda por um passado tão contrário.O meu agradecimento aos que comigo conseguirem partilhar esse exercício!


AO AMIGO INSEPARÁVEL:Efectivamente não teriam sido necessárias tantas referências para que eu iniciasse uma retrospectiva do que foi a nossa sã convivência – pelo menos para mim – do primeiro ao quinto ano do Colégio. A partilha, nos primeiro anos, do receio das agressões dos mais velhos, os jogos do recreio, nomeadamente o do prego que tu sempre ganhavas, a bola de futebol que adquirimos a meias e que religiosamente guardávamos para aquelas tardadas no campo da Mata, as pastilhas Pirata que comprávamos com os tostões de ambos no Carlos Antunes, o cigarro, não o maço, que comprávamos no Zé Henriques e fumávamos a dois, tudo isso nos tornou realmente inseparáveis. Mas, não me penalizes agora pela minha incapacidade para certas áreas da Matemática, eu achava que me deixavas copiar os teus exercícios, mal chegava a carrinha, por seres meu amigo e que jamais irias tirar vantagem desse facto, contudo acho justo que se diga que foste um aluno brilhante que passou pelo Colégio.

Eu sempre te considerei meu confidente, sempre soubeste como e quando começou a despontar aquele amor por ELA, por que não falaste então? É certo que não somos nós a escolher o alvo das nossas paixões, elas acontecem, mas poderíamos ter discutido o assunto, talvez este se tivesse diluído. Aliás tudo levava a crer, pelo que me dizias, que estavas interessado na amiga dela, aquela do cabelo preto comprido que vinha na carrinha, lembras-te?Dizes que te afastaste de Ansião, assim percebo porque não nos voltámos a encontrar, embora eu tenha ficado, grande parte da minha vida, por cá. Não sabia que tinhas familiares em Ansião, quando te procurei na tua aldeia já os teus pais tinham falecido e ninguém me soube dar outras informações além de que estarias fora da região.Não entendo, não cabe na imagem que tenho de ti, que me culpabilizes pela correspondência de sentimentos que existia entre mim e ELA, achando que te fiz mal.Se assim é porque não falas de ti, se como dizes diluíste no amor pago o teu sofrimento enquanto alguém que eu bem conheço suspirava por ti? Não te incomoda que ainda suspire?A “coragem para fazer triunfar esse amor” não teve o poder que outros detinham para o derrubar e se hoje continuo a querer consertar o que resta, faço-o por convicção que a culpa me é exterior, ao serem-me sonegados factos que apenas vou tornar públicos para que não se entenda que eu possa ser aquilo de que me acusas.




A ELA:Desde logo quando li o que escreveste senti uma vontade louca de voltar a colocar nesta página a confissão plena do quanto te amo, como reconhecimento, por mim sentido, do amor com que ainda me presenteias. Contudo duvidei, voltei a duvidar após este post, que tenhas sido TU a responder. Afinal as tuas referências foram tão vagas que poderia alguém ter-se feito passar por TI. Aquele meu antigo amigo inseparável pode muito bem ter planeado esta cilada à minha pessoa pois, como ele próprio se auto vangloria, era e será uma pessoa inteligente que com alguma perspicácia sabendo da nossa história compôs o argumento.Por tudo isso apenas TE peço que se leres o que se segue TE não precipites a responder, poderá ser chocante para ti, mas garanto-te que vamos poder em breve falar em privado pois já sei de alguém que me vai conseguir o teu contacto. Não há necessidade de TE voltares a expor, a não ser que o queiras fazer por alguma razão que me transcende. Sei agora que se o fizeres incluirás na tua resposta “aquele”sinal que não me deixará dúvidas.


CORAGEM PARA FAZER TRIUNFAR ESSE AMOR…O Agosto e o Setembro daquele último ano de Colégio tinham voado, entre a ceifa do trigo e a recolha do milho consegui, por várias vezes, visitá-LA em Ansião, onde me deslocava na minha inseparável bicicleta, uma “pasteleira” de cor verde que o meu pai, com enorme dificuldade, me tinha comprado, logo no início do meu primeiro ano de Colégio, numa loja de bicicletas, pertença de dois irmãos, que existia contígua ao então Posto da GNR.A minha vida era por essa altura uma enorme indefinição. Contrariando as parcas possibilidades económicas dos meus pais sobrepunha-se uma vontade conjunta, minha e deles, de que eu continuasse estudos. O meu irmão já se havia pronunciado e concordava que eu tirasse pelo menos o sétimo ano, tinha-se oferecido para ajudar nas despesas, retirando ao seu magro ordenado do momento algumas dezenas de escudos.


Contrastando com essa vontade enorme de continuar estudos grassava em mim um certo receio por uma inevitável estadia em Coimbra, onde uns parentes do meu pai se ofereceram para me encontrar estadia e onde tudo o resto me era desconhecido. Desconhecido para mim era ainda o que sucederia após esta separação, principalmente relativamente a ELA. Eu notava nos olhares de desaprovação com que o seu pai me presenteava, quando A procurava, que algo muito grave se iria passar. Era contudo demasiado jovem, teria quinze anos por essa altura, para poder imaginar que esse pai numa ânsia insaciável de proteger a sua filha de mim nos pudesse ter privado de pelo menos termos tentado compensar o nosso amor com um tão sonhado happy end.
Meses intermináveis se seguiram, durante os quais eu me deslocava todos os fins-de-semana entre Coimbra e Ansião numa cada vez mais ténue esperança de a encontrar ou que por vontade divina alguma carta sua tivesse chegado à casa de meus pais. Todas aquelas cartas que semana após semana lhe escrevia do meu quarto, numa residência da Avenida dos Combatentes, jamais tiveram resposta. Dias, semanas, meses e anos de sofrimento atroz se seguiram, DELA apenas restavam recordações. Ingrata a vida fez-me perder meu pai antes que este pudesse ver-me formado como ele tanto desejou e pelo que tanto lutou. A situação revolucionária, que o país atravessava nessa altura, abalou os negócios do meu irmão e nem ele conseguia mais suportar as despesas dos meus estudos. Forçado a sustentar-me, interrompi os meus estudos e procurei a companhia de minha mãe, agora sozinha, tendo-me empregado nessa altura na região.

Fiz de minha mãe minha confidente. Um dia enquanto repousava a minha cabeça no seu regaço e lhe confessava toda a minha mágoa por não mais A ter encontrado nem DELA ter recolhido qualquer notícia, ao ouvir a voz embargada da minha mãe e, após ter erguido a cabeça, ver uma lágrima deslizante diluir-se nas pregas do seu rosto, senti que a vida poderia ser a partir de então ainda mais cruel. Disse, volto já, e até que voltasse apenas o silêncio se fez sentir. Quando voltou trazia nas mãos alguns envelopes amarrotados e amarelados com aspecto de terem sobrevivido a largos anos abandonados talvez no fundo de uma daquelas arcas de madeira onde também se guardavam as mantas retalheiras que os cobertores comprados no leilão das feiras de final de Verão haviam destronado. Estendeu-os na minha direcção, ao tocar-lhes simultaneamente reconheci a letra DELA, uma lancinante dor trespassou o meu coração e pensei que iria morrer, não conseguia falar nem tão pouco mover-me.Continuei a ouvir a voz arrastada da minha mãe e não conseguia distinguir se seria eu que estava realmente a morrer ou se a comoção lhe prendia a voz. Pediu-me perdão em seu nome e do meu falecido pai e contou-me que tinha sido com lágrimas nos olhos que ambos tinham escondido estas cartas quando uma após outra iam chegando. Disse ainda que apenas o tinham feito para me protegerem das ameaças do pai DELA, feitas num dia em que este desceu à nossa aldeia e os informou que iria levar a filha para bem longe – um colégio interno de uma irmandade feminina numa cidade nortenha o que confirmei pelas suas cartas – e que ou eles conseguiam impedir que o correio vindo DELA me chegasse ou então ele moveria as suas influências junto da polícia secreta da época para me armar uma cilada que me levaria à prisão de onde poderia até nunca mais sair, como ameaçou.

Quando, após o 25 de Abril de 74, a PIDE foi desmantelada ainda pensaram em me desvendar este segredo, mas concluíram que, por terem passado quase oito anos, o assunto pudesse estar encerrado. Reconheci nas suas palavras o quanto me queria e o quanto teria sofrido para me proteger e num impulso consegui vencer o torpor que me subjugava e abracei-a afastando da sua mente qualquer dúvida que tivesse de um ressentimento da minha parte. Mas estava triste, acabrunhado com o peso desta revelação ausentei-me para o meu quarto, então já melhorado com algumas obras que tínhamos feito, o mesmo onde anos atrás havia escrito aquele bilhete de que já vos falei. Li, reli e continuarei a ler aqueles pedidos angustiantes de notícias minhas, gritos que viajam no tempo e coabitam agora na minha essência como se todas aquelas cartas se tivessem esvaziado para o meu íntimo.
No dia seguinte viajei para aquela morada do remetente na esperança de a encontrar, todas as irmãs que conheci se recordavam dela, mas nada mais além disso.Do que foram todos estes anos até à data podereis agora concluir pois neste momento sabeis tanto quanto eu. Eu estou perto de saber mais, graças a vós.Obrigado. !
Nota da Administração do blog: para quem visita pela primeira vez este espaço, aconselha-se a leitura atenta do histórico. O TEU nome pode andar por aí, nos mais recônditos comentários...

Enigma!

Desta vez não há puzzle. Dá cá uma trabalheira!!! Mas as fotografias são mais que muitas, temos que lha dar saída. E acreditem, há cada uma!!!
Desta vez pusemos o colega às avessas. Melhor dizendo: invertemos as cores! Aqui vai um negativo (da fotografia, claro)! Esta é fácil: basta inverter de novo e têm uma carita de um catraio, com um ar muito cândido.
Vá lá, trabalhem. Dêem notícias, queremos saber quem vai ser o primeiro a adivinhar!
Ah! Só há mais fotografias quando adivinharem quem é este.
E esperam pela vossa vez. Mais tarde ou mais cedo, ela vai chegar!


Abraços da
Comissão Organizadora
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quinta-feira, 12 de julho de 2007

O homem dos sete instrumentos!




Colegas
Está explicada a ausência do Patrício ultimamente.
Óbviamente o rapaz tem andado ocupadíssimo...com os tabuleiros. Ele é o verdadeiro homem dos sete instrumentos...
Patrício, ainda não temos novas da tua estreia como actor. Estamos à espera! Para ti, aqui fica uma cantiguinha de Sérgio Godinho, que te dedicamos:


"Chegou o homem dos 7 instrumentos
sua cantiga aos 4 ventos repartiu
às duas por três chegou
e às duas por três partiu
segue para a rosa-dos-ventos
segue para a rosa-dos-ventos
chegou o homem dos 7 instrumentos

Sua cantiga não foi feita de encomenda
não é carne nem é peixe
não compra nem está à venda
não se esquece de quem trata
gente como um cão vadio
fala de gente a lutar
luta de fio a pavio
p´ra poder recuperar
o direito de a respirar
o direito de a respirar
o direito de a respirar
Chegou o homem dos 7 instrumentos
sua cantiga aos 4 ventos repartiu
às duas por três chegou
e às duas por três partiu
segue para a rosa-dos-ventos
segue para a rosa-dos-ventos
chegou o homem dos 7 instrumentos
Ó, Eh! Zés Pereira
Com os tambores a rebentar
andais perdidos nas feiras
nem sabeis p´ra quem tocar
toca tu que tão bem boles
nesse tambor bem martelado
toca toca toca toca
toca toca a reunir
toca toca a reunir
toca toca a reunir
Chegou o homem dos 7 instrumentos
sua cantiga aos 4 ventos repartiu
às duas por três chegou
e às duas por três partiu
segue para a rosa-dos-ventos
segue para a rosa-dos-ventos
chegou o homem dos 7 instrumentos
E se algum dia toda a música acabar
se se acabar de partir
o espelho que faz cantar
preparai-vos meus amigos
que será dia de escuro
de temporais desabridos
dum Inverno bem mais duro
do que este que está a passar
se a música se acabar
se a música se acabar
se a música se acabar
Chegou o homem dos 7 instrumentos
sua cantiga aos 4 ventos repartiu
às duas por três chegou
e às duas por três partiu
segue para a rosa-dos-ventos
segue para a rosa-dos-ventos
chegou o homem dos 7 instrumentos"

Abraços da
Comissão Organizadora

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quarta-feira, 11 de julho de 2007

Onde é que isto vai parar?


Queridos colegas
Parece que isto está mesmo a aquecer.
Foi-nos enviado o texto que a seguir transcrevemos, em resposta às belas palavras que relatam um amor de outros tempos.
Queremos aqui fazer um esclarecimento: em relação aos dois primeiros intervenientes, nada sabemos, continuamos na mais completa ignorãncia; já em relação às palavras de hoje...qualquer coisa nos diz que sabemos quem é. No entant, e por respeito à privacidade de cada um, aguardaremos que se identifiquem, voluntariamente. :) Malandreco...deste demasiadas pistas, e procuraste "despistar" mas conseguiste o efeito contrário.

Abraços da
Comissão Organizadora


"É sempre bom voltarmos aos lugares onde passámos a nossa meninice. É bem verdade que o tempo tudo muda e, a cada vez que voltamos, menos daquilo que nos era familiar, encontramos. Os velhos amigos partem, também - alguns para sempre – e, no lugar dos velhos prédios, novos vão sendo construídos, tornando cada vez mais difícil esse exercício, quase sempre agradável, de reconstruir o passado a partir das memórias que guardámos.Passei a meninice em Ansião e boa parte da minha juventude. Por isso, sempre que posso aqui volto. Este fim de semana, mais uma vez, cumpri com essa tarefa e visitei alguns familiares afastados que por cá moram e, foram eles que me informaram que no antigo Melado houvera um almoço de confraternização dos antigos alunos do Externato António Soares Barbosa, onde estudei do primeiro ao quinto ano dos liceus, como se dizia na época. Uma mão amiga com eles deixou também o endereço electrónico deste blog. Eufórico, procurei um computador com internet, cioso de rever velhos companheiros; achei-o no Centro Cultural, e aqui deixo meus cumprimentos ao Dr. Fernando Ribeiro, velho amigo, pela magnífica iniciativa de prover os ansianenses com um espaço desta categoria, dedicado à difusão cultural. Perdoem-me, velhos amigos,este preâmbulo e a demora em entrar no assunto que me leva a escrever estas linhas. Mas, a verdade é que, aquilo que eu imaginava que seriam momentos da mais genuína e pura alegria, não demorou a transformar-se em mais um sombrio e doloroso pesadelo. Pesadelo recorrente durante tantos anos da minha vida, do qual me julgava finalmente liberto e que, de repente, como nocturno salteador invade, de novo, a minha vida. Daí, a minha dificuldade em entrar directamente no assunto. Peço-vos perdão, mais uma vez, mas é-me imperioso que assim faça para ver se exorcizo, duma vez por todas – espero - estes velhos fantasmas que me apoquentam.Comecei por olhar as fotos e deliciei-me no rever de tantos rostos tão familiares; quando uma suave onda de nostálgica alegria adolescente começava a me invadir, eis que chego àquela confissão de amor, que para alguns será uma bela história de amor, mas que, para mim, infelizmente, mais pareceuma vulgar gabolice de um Don Juan de meia tijela. Não consigo entender os motivos que levaram este meu antigo colega a escrever o que escreveu, a não ser algo muito próximo daquilo que atrás refiro. E, vós que me lêdes, prestai atenção: Eu conheço bem os envolvidos nesta história. Fui seu colega durante cinco longos anos, escondendo, a custo, o grande amor que essa garota me inspirava, também, escondendo-o de todos e até de mim próprio, uma vez que, dotado de parcos atributos físicos, percebi desde muito cedo que a minha amada só tinha olhos para aquele galã de botas grosseiras e calças de surrobeco. Já a mim, nem me via, a não ser na hora de hora de copiar algum exercício de matemática, porque, ao menos como aluno, sempre fui muito melhor do que o meu concorrente sentimental. Lembro-me bem daquela fatídica tarde em que, segundo ele, se beijaram pela primeira vez. Eu e ele éramos amigos inseparáveis. Via com grande pesar os olhares cada vez mais apaixonados que um ao outro dirigiam. Eles nem me notavam. Um ciúme incontrolável tomava conta de mim. Via como eles procuravam alguns momentos a sós para se falarem. Terminada aula de francês, deixei, como por acaso, um caderno na sala e fui saindo, um pouco à frente deles. No ginásio, voltei para pegar o caderno. Sem fazer barulho, aproximei-me da porta e espreitei. Vi-os a se beijarem. Dei meia volta e saí correndo, tentando esconder as lágrimas. Atravessei o corredor sem ver nada e continuei a correr em direcção à casa de banho, no fim do pátio do recreio. Ouvi que alguém me chamou. Respondi apenas: Eh! pá, estou apertado. E só quando me tranquei numa das casinhas e me sentei na sanita pude, finalmente, dar vazão ao meu desespero e à minha frustração, sem medo de ser descoberto e de ter de pôr a nu os meus secretos sentimentos, verdadeiro motivo daquele meu rompante. Lá me deixei ficar, mesmo depois de ouvir a campaínha tocar dando por terminado o breve recreio. Não compareci à aula de estudo. O senhor Alberto, sempre atento, acabou por me achar. Perguntou-me o que estava a acontecer. Disse-lhe que estava com dor de barriga. Quis saber o que eu comera ao almoço. Disse-lhe e ele lá se convenceu e, acabou por me mandar para casa. Eu fui; mas a maior parte da tarde passei-a escondido na mata, em luta com toda a espécie de sentimentos contraditórios que em mim se degladiavam. Lutava desesperadamnete para apagar aquela cena do beijo da minha memória. Inutilmente. Perseguiu-me durante anos. Afastei-me de Ansião. Sempre me achei feio e desajeitado com as mulheres. Cheguei a ter dúvidas sobre a minha masculinidade. Procurei, no amor pago, minorar o meu sofrimento. Quando a SIDA chegou, resolvi casar, já passado dos trinta anos. Nunca amei a minha mulher. Fiquei casado apenas nove meses. Agora, quando tudo já não passava de uma lembrança quase apagada... Isto!!!E, o que é pior, ela ainda gosta dele! Continua de quatro por um homem que, apesar de se saber correspondido, não teve coragem para fazer triunfar esse amor. Isso é o que mais me dói!Não sei se algum dia terei coragem para participar dos vossos encontros, uma vez que já dei tantas referências a meu respeito que acho que todos já sabem quem eu sou. E é triste termos que enfrentar os nossos fracassos.Peço que não me levem a mal este desabafo. Vão dizer que o fiz só por despeito. Talvez eu não vos tenha feito compreender como esse doloroso acontecimento influiu negativamente em toda a minha vida. Talvez os coordenadores da página apaguem este meu comentário. Não faz mal. Continuarei a amar, em silêncio, a única paixão da minha vida.


PS: Patrício:Acho que tu não sabes quem é o gajo. Acho que ele nunca foi da tua turma, mas enfim... "


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É ele!!!!!!


Caríssimos

O Simões completou com sucesso o puzzle, mas, lamentavelmente, não se lembra da "personagem". Estamos certas que a maioria de vocês se lembra, mas devem estar todos de férias, porque só cinco ou seis pessoas se aventuraram a dar palpites. Curiosamente (ou talvez não!), todos os palpites foram certeiros: Claro que esta carita quase imberbe, aqui postada em forma de puzzle, é, nem mais nem mais nem menos que o nosso Adrianito...com 100 quilos a menos!!!(desculpa, Adriano, a gente gosta de ti de qualquer maneira).
Parabéns a todos os que acertaram...e esperem por mais novidades.
(para amanhã está prometido mais um capítulo do já famoso folhetim das paixões que por aqui se vivem...ou viveram)

Abraços da

Comissão Organizadora


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terça-feira, 10 de julho de 2007

Et voilà!!!!



Ei-la! A última peça para chegarem à conclusão óbvia: o amigo "cortado" aos bocados, é, nem mais nem menos que...Isso! Vá, digam! Mandem a resposta para o mail! é ele mesmo....Amanhá cá estará a foto completa, para tirarem dúvidas, se é que ainda existem!

Abraços da

Comissão Organizadora
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segunda-feira, 9 de julho de 2007

...e mais outra!




O prometido é devido: cá está a penúltima peça do puzzle.
Olhem que já há palpites...e alguns certeiros! E os outros? Onde estão? Estamos à espera!
Olhem que há mais...muito mais!
Mandem palpites para o mail.

Abraços da

Comissão Organizadora


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mais uma pecinha...


Pronto. O que é bom acaba depressa!! Fim-de-semana...já foi.
Voltemos pois ao nosso puzzle. (a Jesulinda está roidinha para dizer de quem se trata!).
Já têm duas pecinhas, não é? Pois, mas ainda faltam três. Por hoje, deixamos mais uma. Amanhã há mais...e depois é fácil!
Entretanto, podem começar a mandar os vossos palpites. Por cá vamos registando e daremos notícias.
A solução será dada dentro de poucos dias, depois de completo o puzzle.
(Notem que o tamanho das peças pode variar, o que vos obriga a fazer ajustes. Manobras de diversão!)
Abraços.

A Comissão Organizadora


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domingo, 8 de julho de 2007

Praia!


Hoje é domingo, dia de descanso!
Vamos à praia...
Amanhã contem com mais uma peça do Puzzle.

Abraços da

Comissão Organizadora


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sábado, 7 de julho de 2007

Viv'ó Puzzle!

Colegas

Vamos hoje dar início a uma actividade lúdica. Por outras palavras, vamos brincar. Já não jogamos ao mata no terraço por cima do ginásio, já não trocamos bilhetinhos escondidos dos "inquéritos" das meninas...Estão longe de nos servirem as velhas batas, fossem elas azuis ou pretas, mas ainda podemos brincar.
Ao longo da semana colocaremos, diariamente(ou quase!!) uma/duas peça de um puzzle:partes de fotografias de rostos bem nossos conhecidos.
Cabe a cada um de vocês juntar as peças, e descobrir quem é o eleito/a de cada semana. Garanto-vos que em alguns casos os resultados finais são absolutamente hilariantes!
Fica já aqui a proposta para esta semana, e não foi por acaso que este rosto foi escolhido para ser o primeiro desafio!!

Observação: Não há prémios, que a Jesulinda está a ficar muito cara!
Abraços da Comissão Organizadora
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Hino Alternativo


Para o Zé Ribeiro:

A pouco e pouco a coisa compõe-se, Zé.
Encontrei hoje uma "desconhecida" que me adiantou mais uns versos do hino por que tanto anseias. Alguém que mal ouviu falar do teu nome ficou logo de ouvidos (mais) abertos. Hummmm!! Marosca!
A verdade é que lá vamos completando o hino a pouco e pouco...por este andar, na próxima edição do convívio fazemos coro!
Seguem então para "estudo comparativo" as duas versões, e mantém-se o pedido: quem souber o resto, partilhe connosco.

Lançados na vida que é mar tenebroso,
Pedimos ajuda a nauta seguro
Aponta o caminho faro luminoso
E assim, sem temor,coração ansioso
Vivemos um sonho dourado e puro.


Lançados na vida que é mar tenebroso
Pedimos ajuda ao Dr. Cardoso
Que aponta o caminho com a vara na mão.
Cacetada no Zé, cacetada no João,
E no fim da aula lá vem o sermão!

(...)
Venha o resto!!!!

Abraços da
Comissão Organizadora
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Patrííííício!!!!!

Patrício,
fico reconhecido por te recordares ainda da minha cara como ela era nesses tempos e orgulhoso, agora que subiste ao estrelato, por te ter fornecido o guarda roupa quando da tua primeira representação na festa de final de ano do colégio. Quase à boca de cena, já não sei qual o teu papel ou participação, a Dª Mané e a Dª Ilda vieram pedir-me para trocar de calças contigo já que as minhas tinham a cor pretendida para a tua entrada em palco. Conta lá como foi a tua estreia no Cine de Tomar! Tens fotos? Pela certa todos iríamos gostar de ver alguma aqui publicada.
Um abraço.
Zé Ribeiro
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sexta-feira, 6 de julho de 2007

Diz o "Lacerda"

Diferenças?!!!Qualquer semelhança é pura coincidência e aviso que não me responsabilizo por qualquer dívida que o "usurpador" de identidades venha a contrair no futuro.
Amigo Lacerda
Amigo Lacerda
A Comissão Organizadora agradece, reconhecida, a colaboração que tens prestado para animar este blog. Queremos, porém, avisar-te, que " o feitiço pode virar-se contra o feiticeiro"! Não, não é uma ameaça! É apenas um alerta. Para ti e para os restantes visitantes/antigos alunos. A qualquer momento as surpresas vão começar a aparecer por aqui. Estejam atentos e vejam (em alguns casos "revejam-se") o que se vai passar.
Abraços
A Comissão Organizadora
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quinta-feira, 5 de julho de 2007

Descubra as diferenças!




A pedido de várias famílias, que insistentemente têm contactado esta Comissão, aqui fica mais um desafio, na sequência do anterior, enviado pelo nosso amigo Lacerda:
DESCUBRA AS DIFERENÇAS


Abraços da
Comissão Organizadora

P.S Amigo Lacerda, manda sempre que a malta gosta de brincar!!!!
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quarta-feira, 4 de julho de 2007

Isto está a aquecer!


Meados dos anos sessenta do século passado foi tirada esta foto nos conhecidos Estúdios Paz de Ansião. O personagem ainda existe mas mudou a cor do cabelo!
Então é fácil não é?
Aqui têm mais uma para o concurso!
Albino Lacerda
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Resposta do Patrício à Jesulinda



"Tenho tido o meu "tempo" um pouco ocupado...Por isso não tenho comentado.Quase todos os dias venho aqui.Mas hoje com um motivo especial:Vai ser a minha estreia como "actor" numa peça de teatro dirigido por João Mota do teatro "A comuna " no Cine Teatro de Tomar.Queria que todos soubessem que é para junto de vós que eu irei momemtos antes de entrar em cena...Um abraço."
Patricio "



Patrício:
É um orgulho para nós que queiras partilhar connosco os teus momentos de glória.
Dizes tu que é para junto de nós que virás antes de entrares em cena. Pois acredita que cá estaremos à espera para te dar o merecido abraço, e para te aplaudirmos no fim.Vai-te a eles, Patrício, e depois conta como foi.
Como convém, não te desejamos boa sorte, mas, à boa maneira dos meandros da arte dramática, aqui fica o nosso "break a leg" (salvo seja, coitadinho)!!!!


Abraços da


Comissão Organizadora
Nota da Administração do blog: para quem visita pela primeira vez este espaço, aconselha-se a leitura atenta do histórico. O TEU nome pode andar por aí, nos mais recônditos comentários...

terça-feira, 3 de julho de 2007

Quem será????



Aguém nos mandou esta fotografia, de um antigo aluno do externato.
Cortaram-lhe a cara, coitado!O desafio, segundo entendi, é descobrir o "escondidinho". A nós parece-nos o João Baptista (se bem que há muito não nos lembramos dele nos convívios), desculpem se estamos errados!

"Bora lá" descobrir, ou pelo menos tentar. O anónimo que a enviou garante mandar o que "retirou" para colocar no devido sítio. Ainda bem que só cortou parte da cara...ups! Desculpem a brejeirice!

Mandem palpites!

A Comissão Organizadora

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O Zé anda assanhado!!

Ó colegas...eu não resisto a publicar isto. A Comissão Organizadora fartou-se de rir!!!
Em resposta ao post (Hino Alternativo) da Comissão, em que se lia :
"O Zé Ribeiro está com uma crise de saudosismo ...agora virou "puto reguila" e quer o hino alternativo do colégio! Ó Zé, só nos falta que queiras que as meninas apareçam de bata!!:)", vem agora o Zé responder da seguinte forma:
"Negócios...!!!Bom, Nídia, eu aceito a tua sugestão, já que o hino não aparece então que venham as meninas "de" bata!!Boa!!

Zé Ribeiro
PS: "de " leia-se "só de "

Ó Zé, para que queres tu as meninas "só de bata" ??????Será por isso que estás com este ar maroto na fotografia ao lado???? :) Tem cuidado Jesulinda...isso deve ser da idade!!!!


P.S ao P.S. de Zé- P.S. significa, como toda a gente sabe, a abreviatura de "Post-Scriptum". Isto é só para não haver confusões, não vá alguém pensar que nos estamos a referir a outras coisas. É que parece que a coisa anda feia para quem tiver o "atrevimento" de falar do que (já) não se pode...
Já agora...MANDEM O HINO PARA O ZÉ!!!! Estamos "numa" de reviver o passado, creio que ninguém se poderá melindrar com aquilo que não passava de uma brincadeira de alunos dignos desse nome!! Podem mandar anónimo, a Comissão assume a publicação!
Fiquem bem. Abraços da


Comissão Organizadora
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Recados da Jesulinda...


...para o Patrício

Então Patricio?Quando é que nos dizes os nomes dos teus colegas de turma?Estamos à espera, para tentar decifrar o enigma do autor do texto anónimo.

Beijos.

Jesulinda



...para a Comissão Organizadora


Estou de acordo contigo!Só não posso é ir de férias...Quanto ao hino alternativo, parece-me que as pessoas ainda têm medo e não se atrevem a publicá-lo aqui. Será?????..........Ainda me lembro que foi o Manuel Arsénio que fez a letra em parceria com o "Delgado", se não estou em erro.Que é feito do Manuel Arsénio?Alguém tem o seu contacto?E o Delgado? Alguém se lembra dele?Eu, só me lembro do nome e da estatura.Era um homem alto!Boas férias,Nídia!
Jesulinda
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sexta-feira, 29 de junho de 2007

Hino alternativo


O Zé Ribeiro está com uma crise de saudosismo ...agora virou "puto reguila" e quer o hino alternativo do colégio! Ó Zé, só nos falta que queiras que as meninas apareçam de bata!!:)

"É sempre bom reler o Hino do Colégio, tantas vezes por nós cantado, mas também não é justo deixarmos cair no esquecimento o hino alternativo. Alguem consegue transcrevê-lo?

Zé Ribeiro"


Imaginem uns cotas como nós cantando descaradamente:

Lançados na vida
que é mar tenebroso
pedimos ajuda
ao Dr. Cardoso..."

(Não me atrevo a mais. Se alguém souber o resto...mandem, para dar de presente ao Zé!)

A Comissão Organizadora
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quinta-feira, 28 de junho de 2007

Palpites do Jaulino


Em resposta à mensagem "Até que enfim, Zé Manel", o Jaulino alvitrou:


"Espero que me desculpem se não acertar: Estive por longe muito tempo e posso estar com a mira descalibrada, mas, para mim trata-se, da esquerda para a direita (como " A Bola" dizia antigamente):Zé Manel e Fernando Riberiro Marques. Jaulino ".


Jaulino: ganhaste metade do prémio (que ainda não sabemos qual será, porque a Jesulinda tem ganho tantos que isto está a ficar dispendioso!), já que só acertaste em metade da resposta. É de facto o Zé Manel...mas o outro não é o Fernando Marques. Terás que fazer nova tentativa, talvez "calibrando melhor a mira"! Nós aguardamos...Abraços

A Comissão Organizadora
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Para ler com lágrimas nos olhos...

Confessamo-nos comovidas perante a mensagem que recebemos hoje para publicar no blog. Correcção: não sabemos se era para publicar, mas seguindo o princípio que adoptámos em relação ao texto "Reviver histórias de amor...", creio que não seria justo privar o nosso "público"da resposta DA PRÓPRIA!
As palavras, em casos como este, são supérfluas. As nossas, claro! As dos dois intervenientes , reveladoras de sentimentos tão profundos, só merece da nossa parte palavras de encorajamento: porquê esperar até ao próximo convívio??? Histórias destas não são para adiar por mais tempo... "Carpe Diem", caros colegas.
Amigos, mesmo que a festa do próximo ano seja um fiasco, temos a certeza que todos fazem eco da nossa conclusão, única possível neste momento: já valeu a pena a iniciativa de criar o blog!
Não sabemos quem são os "anónimos" e entendemos perfeitamente o anonimato. O blog declara-se, aqui e agora, absolutamente solidário com ambos e disponível para acarinhar a vossa história. Façam um favor a vocês próprios: sejam felizes!!!
Para a "própria, a que está longe, a que nada mais soube dele", fica aqui um recado: estamos ao teu dispôr para procurar mais informações, e sabemos o suficiente da vida para te podermos garantir a mais absoluta confidencialidade. Nada do que enviares para o mail será dado a conhecer sem que expressamente o autorizes. Confia...

Deliciem-se com a leitura da próxima mensagem...continuação da "Reviver histórias de amor..."


A Comissão Organizadora
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Afinal eu sou AQUELA!



Como poderia eu adivinhar que, após seguir aquele atalho da newsletter Ansião News, "Ex alunos do Externato Soares Barbosa comemoram encontro com o lançamento de blog" ficaria tão vulnerável às recordações do meu passado enquanto aluna do Externato. Devorei com sofreguidão todos os vossos textos e mensagens, deliciei-me com as mudanças que o tempo operou nos vossos rostos, chorei lágrimas sobre lágrimas …ainda choro…EU recordo e revejo-me nesse texto anónimo, afinal eu sou AQUELA!Sabem que eu ainda tenho o tal inquérito?! Logo que o encontrei, folheei-o avidamente e lá estava aquele bilhete de cor lilás, tão intenso de conteúdo que ainda me surpreende como é que nós conseguimos viver até hoje sem que tenhamos alicerçado uma relação de permanência ao lado um do outro.Terá passado quase meio século, contudo continuo a vê-LO, sem nunca mais O ter visto, transporto recordações como a do dia em que foi transferido para a terceira voz, na aula de Canto Coral e de como me olhava fixamente enquanto cantávamos “Os sinos da nossa aldeia têm poesia e têm paixão”. E aquela tarde em que simplesmente faltámos às aulas e fomos juntos passear para o campo de futebol da mata! Eram estes pequenos momentos e aqueles beijos de fugida que faziam correr os dias e sem que déssemos por isso estávamos no quinto ano, com os exames pela frente, naquela maravilhosa semana em Coimbra onde por fim tudo foi mais intenso.Nunca dei importância a essas diferenças de status de que Ele fala, o meu pai sim, soube desta paixão e tentou por todos os meios terminá-la. Enviou-me para bem longe, rodeou-me de enormes restrições e fiquei cada vez mais privada do contacto com ELE e duma certa forma com todos vós.Hoje sou uma mulher independente, que não partilha refeições e vive com a Solidão num apartamento de terceiro andar de um luxuoso subúrbio de uma grande cidade europeia, porventura envolta em demasiadas responsabilidades profissionais, cocktail alternativo à notória incapacidade de se voltar a apaixonar. Alguém me disse que isso só seria possível após o desinvestimento numa anterior paixão, o que nunca aconteceu ainda. “A vida separou-nos mas não conseguiu matar este amor!” eu acrescentaria que dificilmente conseguirá! Ao Externato, além do serviço prestado na nossa formação, devemos o nosso encontro, por que não esperar que o mesmo, ainda que demolido, mas vivo na nossa recordação, nos faça reencontrar?Sei que não é muito elegante escrever anonimamente, pela minha parte nem vejo qualquer razão para o fazer, mas não gostaria de provocar algum constrangimento, afinal, embora tenha tentado, nada mais sei DELE além do que aqui li.Beijinhos para todos vós e fiquem certos que tudo farei para estar presente na próxima edição do Convívio. Vou continuar a visitar o blog, achei uma ideia estupenda, continuem a cuidar dele pois é muito importante para quem como eu está longe.
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terça-feira, 26 de junho de 2007

Até que enfim, Zé Manel!!!!!!!!!


O prometido é devido!
Como tal, em primeiro lugar visitei o blog e depois, eis-me a escrever algo(de útil, espero).
Antes de mais, parabéns à Nídia pela feliz iniciativa.Que a ideia frutifique e sirva para que cada vez mais antigos alunos do EASB de Ansião, compareçam aos agradáveis convívios, de livre e espontânea vontade, sem fazerem frete. Todos juntos não seremos demais!

Já agora, aproveito a oportunidade para lançar um duplo desafio: quem são os personagens das duas fotografias com que vos presenteio? Vá lá, parece difícil, mas não, é fácil! Numa delas, basta relembrar Frei Luís de Sousa e a emblemática expressão "Quem és tu romeiro?"; quanto à outra deixo uma dica descodificadora: corria o ano lectivo de 1972/73 e foi tirada no decurso de uma "Viagem de Estudo" ao Senhor do Bonfim, em Ansião.É óbvio que se trata de dois jovens estudantes (muito jovens mesmo).Saudações e até breve!

Zé Manel (pr'ós amigos!!)
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Então?????


Parece que os Santos Populares andam a ocupar muita gente...
Esqueceram-se de nós? :(
Assim...desanimamos. Olhem só para a nossa carita de tristeza.

Vá lá...animem-se! E não deixem que nós desanimemos.
Abraços e beijos da



Comissão Organizadora
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domingo, 24 de junho de 2007

Parabéns a você....


Ponto 1- Uma vez mais a Jesulinda acertou (pelos vistos vai ganhar os prémios todos e é bem feita, já que mais ninguém arrisca!): é a Isabel Valente. Creio que nunca veio a nenhum encontro (ou estarei enganada?), mas de uma coisa tenho certeza: o convite foi enviado... Quem sabe se no próximo ano não vamos conseguir trazê-la?

Ponto 2- O Simões enviou a seguinte mensagem:


"Hoje faz anos o João Batista.Quem sabe destas coisas é a Manuela Franco que decora estes dias todos. Por isso aqui vai um abraço a esse amigo, para mim mais conhecido no tempo do Xaranga Pop Five. ASimoes"


Ai faz????Então...se o Maomé não vai à montanha, vai a montanha ao Maomé: cantemos os parabéns ao João Baptista. Vá lá, Simões, tu tocas e a gente canta...


Parabéns a você
nesta data querida
muitas felicidades
muitos anos de vida.


Hoje é dia de festa
cantam as nossas almas
para o João baptista
uma salva de palmas!!!!

A propósito: falta-nos o endereço electrónico da Manuela Franco... Abraços também para ela, e um pedido: entra na dança, Nelita! Escreve-nos, manda fotografias, dá notícias!


A Comissão Organizadora
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E esta quem é???


Cá está mais uma cara conhecida, pelo menos de quem frequentou os últimos anos do Externato. É mais uma das que não tem recebido convite para o Convívio anual, por não ter a morada actualizada. Quem é ela??? Isso mesmo...é a.......... Força aí, malta, digam o nome da moçoila!

Bom fim-se-samana, e continuem a dar notícias!!!
Inté



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sábado, 23 de junho de 2007

Histórias...


Parece que está a pegar moda contar histórias por aqui. Também eu entro na onda.
Histórias de amor, quem as não viveu no EASB? Era a idade em que as hormonas, essas safadas, começam a despertar, e mesmo em Ansião, no recato forçado do Externato, vigiado e imposto pela Sra Maria José e depois pela Sra Maria da Sarzedela, a natureza fazia das suas…
No nosso pequeno mundo, como em qualquer outra escola, vivia-se o delicioso ambiente das paixões, dos olhares, uns tímidos, alguns mais atrevidos, todos eles, porém, absolutamente impregnados da ingenuidade própria da adolescência.
Os amores! Também eu os lá vivi, claro! Mas não pensem que é sobre eles a história que hoje trago à lembrança de alguns.
Corria o ano de 72/73, e, naquela sala que muitos consideravam a sala das torturas, ao cimo das escadas à direita, uma catraia de bata azul transpirava, colada ao quadro, pau de giz na mão, tentando desesperadamente que o milagre se desse e do céu caísse a resposta que o professor lhe pedia.
Os minutos sucediam-se, pesados e dolorosos. Que diabo! Se o castigo estava garantido, porquê prolongar a agonia? Tome lá as mãos, s’tor, saque lá da régua, descarregue aqui e deixe-me ir chorar mansinho a minha total ignorância sobre a matéria!
Qual quê! O castigo caíu bem mais pesado que umas tantas reguadas. Para espanto e total desânimo da catraia, a D. Noémia (assim chamávamos à palmatória, lembram-se?) não actuou. Em vez dela, uma folha de papel A4, que ainda hoje se me afigura descomunalmente enorme, assustadora, foi colada nas minhas costas, e com ela tive que aguentar todo o dia, para minha total humilhação: “A Nídia não sabe a propriedade comutativa da multiplicação”.
Acho que foi nesse dia que decidi que não queria saber nem daquela nem de qualquer outra propriedade de coisa nenhuma, e resolvi estudar Francês…
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sexta-feira, 22 de junho de 2007

Olá Fernanda!

Olá Fernanda!
Se é como dizes, não nos encontrámos mesmo no Colégio.Tens mais irmãs? Não serão vocês as "manas" da Mouta Redonda que o Fernando Alberto refere no seu comentário? Tens algum irmão a viver em Lisboa?
Desculpa estas perguntas mas,em conversas telefónicas com outras pessoas, inclusivé com a minha irmã Armanda, fui informada da existência de um colega "Afonso" que vive actualmente em Lisboa e que teria andado com ela no Colégio. Pensei que poderia ser teu irmão...Do teu tio, só me lembro de ouvir falar, não cheguei a conheciê-lo, conheço bem é o filho dele mais novo, o Luis Lucas.
O João Furtado que referes,vejo-o frequentemente em Pousaflores ou em Ansião. Sei que é professor e que mora no Norte do País(não me lembro do nome da terra).Se o João foi do teu ano, também foi o Zé Ribeiro,a Rosária da Portela,a Fernanda Marques do Pobral, a Graciela da Pedra do Ouro...e outros mais.O nosso objectivo é tentar reuni-los todos, o que se torna díficil se não houver colaboração de alguns.Beijinhos.
Jesulinda
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quinta-feira, 21 de junho de 2007

Lindo!

Contem histórias. Vá lá! Contem histórias!
De amor, de amizade, aventuras de outros tempos que nos fazem sentir solidários e amigos.
Contem histórias....


A Comissão Organizadora

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quarta-feira, 20 de junho de 2007

Reviver histórias de amor...


Queridos colegas

Impõe-se que façamos aqui um esclarecimento prévio acerca do texto que se segue. Por questões que decerto entenderão, adoptamos como princípio não tornar públicos textos que não sejam assinados. Há no entanto situações que nos fazem vacilar.
Hoje recebemos, como comentário a um post anterior, o relato de uma belíssima história de amor, dos tempos do Externato...infelizmente anónima. Depois de muito "matutarmos" sobre o assunto, achámos que há coisas que não devem ser "escondidas". Pelo carácter estético e pela carga emotiva do texto em referência, decidimos abrir uma excepção. Deliciem-se com com a história que se segue...e tentemos (indiscretamente!) descobrir o autor.

A Comissão Organizadora

"Ali estava eu, para mais um dia, da minha condição de aluno do “Colégio”. No chão, a meus pés, repousava uma pasta, meio rasgada, repleta de livros, alguns deles herança do meu irmão mais velho que, tão heroicamente, os havia abandonado para se dedicar ao negócio imobiliário.
Eu sabia, por ele, que o meu pai tinha para mim outros planos, a minha compleição física recomendava que eu seguisse estudos. Pendurada no ombro a sacola do almoço libertava mornos vapores que me lembravam o esforço matinal de minha mãe na sua confecção. Era assim todos os dias, chamava-me bem cedo para que me levantasse a tempo de completar os trabalhos de casa, já que na véspera após regressar do Colégio tinha de guardar as ovelhas, pôr a ceia à mula e abastecer de água as galinhas. Deixava-me aquele candeeiro de luz trémula, de vidro a petróleo, e ia organizar os almoços, nomeadamente o meu, que acondicionava numa lancheira e cuidadosamente embrulhava em papel de jornal para que se conservasse quente.
Enquanto a minha mãe cozinhava eu, afincadamente, entusiasmava-me na compilação dos apontamentos de Ciências que a Mané nos ditava ou lia atentamente aquele compêndio de História sobre o qual o Serrado nos questionava, talvez tentasse resolver algumas equações matemáticas ou conjugar mais um verbo em Francês.Enquanto isso reconhecia pelo odor aquelas batatas de palito, fritas em azeite grosso e fazia apostas comigo próprio que seriam acompanhadas de ovo estrelado.
Chegava já a última carrinha com alunos, as aulas começariam em breve, num gesto rápido, com as unhas, aliviava um pouco uma súbita comichão capilar, os dedos encardidos passeavam-se por entre o cabelo tentando alisar aquele jeito que havia ficado do travesseiro entumecido pelo seu recheio de camisas de milho.
Ainda tinha de passar pela cantina improvisada numa velha cozinha anexa ao edifício principal, deixar a sacola do almoço e dirigir-me para a sala de aula. Contraditórios eram os sentimentos de afirmação e de medo que transportava, sentia-me um homem, deliciava-me com a presença das colegas, mas um medo enorme apoderava-se de mim, não sei dizer se devido à complexidade da Matemática se à atitude do meu professor. Certo era que eu caminhava receoso em direcção às escadas que me levariam ao piso superior, logo após aquele corredor se tornava demasiado curto, e já tínhamos entrado…
Agradável era pensar que após o martírio da aula de matemática poderíamos jogar à barra, ao prego ou saltar ao eixo, enquanto dizíamos aquela lengalenga “1 - um por um “ “2 – dois bois” “ 3 – três Maria Inês”…preenchendo com a nossa juventude todo aquele recreio de terra batida murado com pedra. Nessa altura já desfrutava de permissão para frequentar o recreio dos “adultos”, protegia inclusive um “bicho” que com os outros evoluía numa parte a eles reservada, junto a um velho poço, onde resistia uma figueira de figos bem carnudos.
Naquele dia, porém, a vontade de brincar era pouca e sentado num dos bancos de pedra que existia cavado no muro circundante ao recreio, estrategicamente colocado relativamente à cobertura do ginásio vi-A subitamente aparecer. ELA quedou-se os instantes suficientes para que eu num gesto quase automático lhe enviasse um beijo soprado da ponta dos dedos. Com a mesma leveza com que aparecera assim desapareceu, não sem antes me acenar às escondidas das colegas, soltando uma sonora risada envolveu-se de novo em brincadeiras ocultadas pelo muro envolvente do seu recreio elevado.
Perturbado, apenas me assaltavam ideias para lhe revelar este amor que fazia tempo transportava comigo em silêncio e em segredo. Estava deveras apaixonado e a situação angustiava-me de forma insustentável requerendo uma atitude, contudo todas as hipóteses eram facilmente rebatidas por obstáculos criados pela minha inexperiência e pela minha timidez.
Falar-lhe poderia comprometer tudo, as colegas iam “gozar” e ela afastar-se-ia, afinal eu não era mais que um miúdo da aldeia, que vestia roupas escolhidas pelos pais, feitas em alfaiate e que ainda usava botas de sola de pneu feitas num daqueles dias em que o sapateiro vinha a casa fabricar o calçado para toda a gente. O pronto-a-vestir e a sapataria apenas se tornariam familiares para mim bastante mais tarde… ELA “menina da vila” tão candidamente vestida, penteada ao jeito de cantora da rádio e televisão não poderia pela certa corresponder-me nesse amor que teimosamente me fazia depender cada vez mais do SEU olhar do Seu sorriso e da SUA atenção.Era moda, nessa altura, utilizar nas pastas de arquivo, umas folhas coloridas que, o Sr. Zé Henriques, sempre atento aos gostos da juventude, nos fornecia. Uma delas, de cor lilás, foi a solução por mim encontrada, sobre ela escrevi tudo o que se me afigurava convincente do meu amor por ELA e onde A questionava sobre a oportunidade de falarmos. Faltava agora encontrar uma situação para lhe entregar este bilhete sem lhe criar embaraços. Só mais tarde soube que quando naquele inicio de aula, antes da chegada do Silveira, se me dirigiu já o fazia porque também ela se sentia curiosa relativamente a um sentimento que nela despontava. Foi aí que me entregou o seu “Inquérito” e pediu para eu responder.
No dia seguinte, do qual ainda hoje recordo a data, ao entregar-lhe o inquérito preenchido, consegui dizer-lhe meio em surdina que o tal bilhete estava no interior. Horas difíceis se seguiram, a curiosidade e o desejo de descobrir num pequeno sinal ou num olhar que não estava magoada com a minha ousadia como que me estrangulavam, o tal nó na garganta lá estava presente e quase não almocei. O pão de meio quilo, acabado de comprar na padaria da entrada da vila, e o bacalhau frito que tinha trazido de casa, ainda haveriam de ser o meu lanche no regresso, para evitar um desgosto ou pelo menos uma preocupação à minha mãe.
No período da tarde tivemos uma aula de Francês naquela salinha ao fundo do palco e no Ginásio em frente logo de seguida teríamos uma “aula de estudo”.
Por acaso ou por vontade conjunta fomos os últimos a sair da sala. Já se ouvia o Sr. Alberto a pedir silêncio, provavelmente a escrever silêncio só com “esses” naquele pequeno quadro que ali existia à direita quando se entrava. E foi lá naquela salinha que demos o nosso primeiro beijo, para mim um beijo maior que o mundo, um beijo que continua a queimar-me os lábios, um beijo que me faz voltar quase todos os anos a este encontro na esperança de que também ELA venha.
A vida separou-nos mas não conseguiu matar este amor!
Nota da Administração do blog: para quem visita pela primeira vez este espaço, aconselha-se a leitura atenta do histórico. O TEU nome pode andar por aí, nos mais recônditos comentários...

terça-feira, 19 de junho de 2007

Desculpas...da Jesulinda para o Patrício


Imperdoável…..!!! É assim que eu considero a minha atitude, por não me ter lembrado do Patrício quando referi os antigos alunos de Lisboinha.Não é para me redimir mas, digo-te com sinceridade que, sempre que entro neste blog lembro-me de ti, e sabes porquê?.... Estou sempre esperançada que nos surpreendas com os teus comentários e com as tuas” histórias”.
Por falar em história, vou contar-te uma muito real. É pena não haver filme ou outro tipo de registo…. Então cá vai:
A acção passa-se no Externato António Soares Barbosa de Ansião. As meninas, no andar de cima, saem pela porta e entram no ginásio. Debruçam-se no muro para o pátio dos rapazes, logo ali à saída da porta, e que vêem elas? Na porta da cozinha, está permanentemente o João Patrício com o seu livro de “história” debaixo do braço.Tem sempre algo simpático para dizer às meninas …….,
depois palmilha todo o Colégio com o livro de história debaixo do braço,
depois conversa com os colegas com o livro de história debaixo do braço,
depois assiste aos jogos de futebol com o livro de história debaixo do braço.
Patrício, tu nunca largava esse livro de história!Afinal que é feito desse livro de história?
Esse livro contém uma história!
Esse livro é uma história!
Esse livro faz parte da tua história!
Esse livro faz parte da história do Colégio!
Esse livro faz parte da história de todos nós que convivemos contigo nesses anos!E, esta era a minha História!Afinal, o que fazes na vida? És historiador?Vá lá, arranja um tempinho para estares connosco…Beijinhos.


Jesulinda

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Ganhou a Jesulinda (duplamente)!

"É a Fátima Duarte!!!!!!!!!!Desta vez não me enganei no nome, tenho a certeza!Há dias, ao comentar a foto de grupo onde aparecias, chamei-te "Fátima Coutinho".Peço desculpa!No momento não me lembrei do apelido "Duarte" e então comecei a pensar, a pensar...Nem calculas o racíocinio que eu fiz...Um dia conto-te!Sentimos a tua falta no almoço!As melhoras!Beijinhos.
Esse rapazinho que aparece na foto parecendo "actor de cinema" chama-se Silvestre. Não o tenho visto!Qual é o prémio por adivinhar esta? Esta foto também merece!Fico à espera do prémio.
Jesulinda "
Pois é, Jesulinda, é o Silvestre. O prémio é o mesmo: tentar trazê-lo, embora em relação a este seja mais difícil, já que não sabemos o contacto. Aproveitamos para apelar: alguém sabe como encontrar o Silvestre? Please...contactem-nos, ou contactem-no!
A Comissão Organizadora

Relembrando o passado





Já que o objectivo é recordar, vamos lá ver quem reconhece esta "carinha laroca".

Muitos de nós já a viram em anteriores convívios anuais (embora não tantos como desejaríamos), não é uma das desaparecidas, nem está em lugar incerto. Puxem pela memória.
O prémio para quem acertar, é a nossa garantia de que tudo faremos para a trazer cá no próximo ano.

Beijinhos da
Comissão Organizadora

P.S. Continuamos à espera que nos enviem fotografias....

domingo, 17 de junho de 2007

Toma lá a resposta!




Vejam bem queridos colegas
o que diz o Zé Ribeiro,
a fugir-lhe o pé para a dança
com este seu ar matreiro!
A este apelo com rima,
deixar de corresponder,
não acredito que alguém
seja capaz de fazer.
Aproveitando o motejo
e p'ra reforçar o fado,
também eu aqui pergunto:
onde anda o Abalroado?
De vista também perdi
o Arlindo do casal,
a Paula Lobato, a Lurdes,
onde anda esse pessoal?
O Silvestrse, sabem dele?
E o Jorge de Lisboinha?
(cala-te aí, Jesulinda
dispensa-se a piadinha!)
Que é da Isaurinda Lucas?
Onde anda o João Baptista?
Todos fazem aqui falta
pr'acompanhar o fadista!
A música é garantida,
disso não tenham receio:
acompanha o nosso Zé
o amigo Afonso Feio.
Que ninguém fique de fora
com uma deixa como esta.
pr'o ano cá vos esperamos
p'ra fazer a grande festa!


A Comissão Organizadora

APELO COM RIMA (grande Zé Ribeiro!!)


Vamos lá fazer a festa,
Revisitar o passado,
Avaliar o que resta,
Escrever um novo fado.

“Mais calor menos pressão!”
Geografia com história!
Assim me vem à memória,
O que aprendi em lição!
Nesta breve introdução,
Tão inocente e modesta,
Eu peço de forma honesta:
No calor da companhia,
Sem pressão do dia a dia,
Vamos lá fazer a festa.

Eu sei que o tempo é pouco,
Que a vida se complica,
Se pobre pode ser rica!
Podem chamar-me de louco,
Eu grito até ficar rouco,
Quero estar acompanhado,
Desde o Abel ao Furtado,
Da Paula à Graciela,
Numa viagem tão bela,
Revisitar o passado.

Fui colega do Paulista,
Amigo do Antonino,
Do Leonel, do Menino!
Ainda que eu não insista,
Tenho a imagem na vista,
Com aroma de giesta,
A”mata”, essa floresta,
Era a nossa liberdade!
Voltemos a essa idade,
Avaliar o que resta.

Da Fernanda e da Suzete
Nada vos posso contar,
Da Rosária ouço falar,
Perdi o rasto à Odete!
A Natércia onde se mete?
Sabem do Abalroado?
Onde antes era o Melado,
Eu fico à vossa espera,
Quero, recordar como era,
Escrever um novo fado!
17/06/07
Zé Ribeiro

Fala a Jesulinda outra vez!!!


Olá Fernanda!O teu nome não me é de todo estranho, mas não me lembro de ti.O ano que referes, 1967/1968 foi o ano da tua entrada ou da tua saída do Colégio? Eu entrei no ano 1968/69.Por acaso não és familiar da Manuela e da Isaurinda Lucas Afonso?Não te lembras do nome de nenhum colega da tua turma? Vê se te lembras e dá mais sinais de vidaBeijinhos.


Jesulinda

Comprem óculos para a Jesulinda!!

Ó cegueta!!! A que está ao lado da Assunção é a Silvina da Sarzedela, e ao lado dela está a Maria de Almoster. E a que está lá ao fundo, amuada, quem é? A propósito, a Fátima não é Coutinho, é Duarte, e só não veio este ano porque teve um acidente de trabalho, caíu e na escola, partiu um braço, teve que ser operada, etc,etc. Daqui vai um grande abraço para ela, e os desejos de rápidas melhoras!
Abraços para todos/todas
A Comissão Organizadora

sábado, 16 de junho de 2007

Bem-vindo, Fernando Alberto!

"Vivam todos!
Obrigado ao Hélder por me ter posto ao corrente. Parabéns pela iniciativa. Nós, AsAs do EASB vamos mantê-la viva. Se, participada pelas diferentes gerações, melhor ainda. A fotografia abaixo faz-me lembrar os jogos de "ring"? – era assim que se chamava? – que as raparigas, (entre si, claro), disputavam ali naquele terraço por cima do ginásio, enquanto nós, os rapazes, cá em baixo no recreio jogávamos à bola e ansiávamos que "ele" caísse, para, em corrida, o disputarmos e devolvermos… "à" do nosso coração…
Era assim, naqueles tempos da década de sessenta! Ainda as batas delas, eram pretas... De Lisboinha, no primeiro ano, íamos na nova carrinha (volkswagen a gasolina) do Externato:o Adriano, o Zé, a Fernanda e a Filomena; juntavam-se-nos a Quitas do Pobral, as manas da Mouta Redonda mais as das Ferrarias, completando a carrada, que o Sr.Manuel Simões conduzia, todos os outros de Chão de Couce e da Pedra do Ouro…Estaríamos por volta de sessenta e um, do século passado… Outros se seguiram e outras estórias. Beijos e abraços.
fA." (Fernando Alberto)

Fala a Jesulinda...


Olá gente! Eu lembro-me desse nome "Jorge" de Lisboinha, não me lembro bem da fisionomia mas lembro-me,isso sim,que houve alguém que teve uma "paixonite" por ele. Quem seria? Quem seria?.......Eu não fui!De lisboinha lembro-me do Humberto Silva, do Fernando Alberto, da Fernandita do Fernando Manuel...Agora não me lembro de mais, desculpem os outros. Será que nenhum destes conhece este blog e queira fornecer informações sobre o "Jorge"?O Fernando Alberto, a Fernandita e o Fernando Manuel já marcaram presença nestes almoços convívios. Vamos lá procurar o Jorge!

Beijinhos


Jesulinda

Elas eram assim...



...hoje são muito melhores!!!!
Reconhecem alguém? Vá lá...façam um esforço!
Corria o ano de 73/74 (ou pouco mais ou menos). Afinal nem foi assim há tanto tempo!
Bata azul, recreios separados, que essas modernices de misturar nas brincadeiras rapazes e raparigas, só chegariam...alguns meses mais tarde.

Lembram-se ou não? Pois claro, são elas mesmo! A que era boa a Matemática, a que era boa a Português, a que era boa a Inglês...Éramos todas boas em áreas distintas, por isso fazíamos uma equipa imbatível...Modestas, muito modestas!Mandem comentários dizendo se reconhecem alguém...ou se se reconhecem!

Algumas ainda vão aparecendo nos convívios anuais. Algumas NUNCA faltam e fazem de tudo um pouco para manterem vivo o espírito da equipa. Já agora, é curioso repararmos nos pequenos pormenores: esta fotografia foi tirada junto ao muro do piso por cima do ginásio, ao lado do edifício grande, como se vê na foto abaixo.
Falem connosco! Dêem-nos notícias vossas. Mandem-nos fotografias...


Abraços da

Comissão Organizadora